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Arthur Godoy Júnior

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São Paulo, 20 de fevereiro de 2018

Atualizado às 06h40

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A notícia mais importante desta atualização

Câmara analisa projeto de Macchione que praticamente dobra imposto em terras rurais

Todos os detalhes, logo abaixo...





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Situação da piscina do Conjunto Esportivo. Catanduva já foi referência na natação. Agora, só se for na categoria "nado a seco"

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Artur,

gostaria de comentar a biografia de uma das pessoas mais ilustre da cidade, que lamentavelmente está errada e nunca nenhum dos "historiadores" esteve a perceber o erro grotesco cometido ao Padre Albino.

Começando pela localidade do nascimento, conforme diz no site da FiPA, Museu do Padre Albino, "...aldeia de Codeçoso, Província do Ninho..."

1 - Província do Ninho, não existe e sim a Província do Minho (hoje Região do Entre Douro e Minho).

2 - Nasceu no Conselho de Celorico de Bastos (cidade), na freguesia(bairro) de Codeçoso, no Distrito de Braga, na Província do Minho. (Região) e não na "...aldeia de Codeçoso, Província do Ninho..."

3 - A data de nascimento do Padre Albino está errada em todas as biografias consultadas, dizendo que nasceu no dia 21 de setembro de 1882. 4 - Quando na realidade nasceu no dia 22 de setembro de 1882, por volta das 23:00 horas

Um dia de diferença altera a biografia de uma pessoa tão querida como foi o Padre Albino, que os historiadores nunca se preocuparam em confirmar, datas e locais.

Para confirmar os fatos históricos é somente examinar as fotos com as datas no livro original de registros de nascimentos, depositado no Distrito de Braga, livro n° 5 folhas 66 e 67, registro 11, incluindo a averbação de falecimento, o registro de nascimento ocorreu no dia 28 de setembro de 1882 Com a palavra os historiadores da cidade.

Carlos Rodrigues

Mande seu recado, sua reclamação, sugestão, ajude a sua cidade. O e-mail para contato é arthur007@uol.com.br. Você pode clicar no link acima e escrever seu comentário.


- Os vereadores da Câmara Municipal de Catanduva têm na pauta do dia desta terça-feira projeto de lei elaborado pelo prefeito Afonso Macchione que aplica um crescimento brutal nos valores das chamadas "terras nuas" do município. Em outras palavras isso significa que a área rural da cidade poderá receber uma carga tributária bem superior ao que vem sendo cobrado.

- Para se ter uma idéia, áreas de preservação de fauna ou flora, que eram isentas, passam a ter como valor de referência - em seu hectare - R$ 11.408,06. A lavoura de aptidão boa quase dobra de preço. O hectare vai de R$ 13.934,41 para R$ 22.309,17. Lavoura de aptidão regular vai de R$ 11.048,19 para R$ 17.745,92. Pastagem plantada e Silvilcultura tambêm tem seus valores reajustados.

- A tabela de valores que vem sendo utilizada foi implantada pelo próprio prefeito Afonso Macchione em 2010. Agora, ele quer aumentar os valores. Alega que foi orientado pela Receita Federal a fazer um reajuste de preços.

- Este aumento de valores atinge diretamente os produtores rurais. Os vereadores já analisaram o projeto e pediram vistas. Hoje, volta para a discussão em plenário.

- Macchione alega ainda que os valores indicados levou em conta preços cobrados em municípios similares.

- A prefeitura realizou pagamentos de 2016 entre os valores de R$ 6.000,00 a R$ 8.000,00. Segundo relação divulgado no imprensa oficial, 12 empresas foram contempladas.

- Saiu a portaria de nomeação de Maria Rita Araújo como secretária de Esportes. Na portaria, o prefeito "solicita" que Maria Rita passe a responder pelo cargo.

- O vereador Nilton Cândido está preocupado com a qualidade de água na cidade. Disse que tubulações de amiante fazem mal à saúde humana. E fez um requerimento perguntando à SAEC se Catanduva ainda tem este tipo de tubulação de distribuição de água. A SAEC respondeu que sim, mas que não faz mal à saúde.

- Segundo informações, a tubulação de amiante ficaria na Vila Mota.

- O vereador Nilton Cândido não se manifestou sobre a resposta da SAEC.

- Após pesquisa realizada pelo site Passando a Limpo, apurou-se que o amianto é prejudicial à saúde se for inalado e em quantidades consideráveis. Não há comprovação de que nestas condições ocorra qualquer mal ao ser humano.

- Por outro lado, se puder trocar a tubulação, a comunidade agradece.


- Os vereadores de Catanduva começaram a discutir nos bastidores a possibilidade de aprovar o afastamento do prefeito Afonso Macchione por 90 dias. O pedido foi feito pelo vereador Gaúcho, com base na Lei Orgânica e tendo em vista que o prefeito foi condenado por improbidade administrativa na compra de materias carnavalescos sem licitação. As compras aconteceram em 2010 e 2011.

- O pedido de Gaúcho já foi protocolado na Câmara, lido em plenário e encaminhado ao Conselho de Ética. O parecer do Conselho deve sair até a próxima quinta-feira e ser debatido na sessão do legislativo do próximo dia 27.

- Nilton Cândido e Luis Pereira já se mostram contrários ao afastamento do prefeito. O terceiro membro, Amarildo Davoli, ainda não declarou publicamente sua opinião. Mas o site Passando a Limpo conseguiu apurar que se a votação fosse hoje, a maioria dos vereadores votaria pelo afastamento de Macchione.

- Por outro lado, isso não quer dizer que os vereadores favoráveis à saída provisória do prefeito teriam os 9 votos necessários para esta medIda.

- Caso o prefeito seja afastado, atualmente uma situação remota, a vice assume.

- A licitação da prefeitura que prevê a contratação de empresa de publicidade e propaganda prevê gastar até o final do ano R$ 200 mil. O governo bate na tecla que é um valor infinitamente menor que o gasto por Geraldo Vinholi em sua administração.

- Continuam as reclamações das multas de zona azul. Até quem era partidário do governo e dizia com todas as letras que o negócio era não infringir as leis de trânsito saiu com sua multinha no pára-brisa do carro.

- E avança em passo de tartaruga a obra de reconstrução da ponte da Matilat. Segundo informações, funcionários da empresa contratada estão procurando escritórios de advocacia especializados em causas trabalhistas. Parece que os salários estão atrasados.

- E pensar que a Câmara Municipal antecipou a liberação de R$ 600 mil em agosto do ano passado.

- Membros do governo estão jogando todas as suas fichas na troca do governo estadual. Acreditam que ao assumir, Márcio França, hoje vice-governador, encaminhe recursos para os prefeitos de sua base aliada.

- O problema será saber onde encontrar estes recursos.

- Prefeitos e deputados do PSDB anunciaram publicamente apoio da candidatura de João Dória ao governo do Estado. Entre os políticos que anunciaram o apoio estão Geraldo Vinholi - secretário de governo em Barueri - e Marco Vinholi, deputado estadual tucano.

A cada atualização, esta coluna receberá novos comentários e informações. Colabore enviando seu e-mail para arthur007@uol.com.br, com o título "Na Ponta da Pauta". Após recebermos a informação, realizaremos a checagem e publicação. Sigilo absoluto. Passando a Limpo: é você quem faz!


Opinião

Velhos carnavais

Luiz Roberto Benatti

Não há na secretaria da Educação quem não tenha lido Vygotsky, educador soviético que se deu conta da perda da espontaneidade da criança com o rearranjo da consciência rumo ao aprofundamento da materialidade e o erguimento da Moral.

Essa é a questão básica das criaturas, independentemente da escolha da profissão na vida adulta. Instrumentos e linguagem são construções da mente humana e ambos imbricam com o simbólico. “As maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação real e moralidade”, escreveu o educador russo.

O Carnaval faz parte do brinquedo, da distensão, da coisa lúdica, num certo sentido da perda da consciência crítica, do adiamento da busca obsessiva do lucro. Noutros tempos, o confete atirado sobre o futuro prefeito era espontâneo, apesar da contração do corpo.


Opinião

O bêbado e o equilibrista...

Arthur Godoy Júnior

Após um rápido período de descanso pós-Carnaval, o negócio é esticar os braços, afastar a preguiça e começar a voltar à rotina diária. Assim, peço desculpas aos amigos que entraram no Passando a Limpo estes dias e viram que a página não estava atualizada. Para ser sincero, o corpo até que pede mais alguns dias de completa vagabundagem, mas a responsabilidade com os leitores deste espaço é bem maior.

Nos bastidores políticos se fala muito sobre o possível afastamento do prefeito Afonso Macchione de suas funções administrativas. Todo mundo sabe dessa história. Em 2010 e 2011 o prefeito decidiu autorizar a compra de materiais carnavalescos e ao invés de realizar uma licitação - já que os valores excediam o permitido por lei - simplesmente fracionou tudo, entregou verbas para funcionários municipais (alguns comissionados), e o pessoal foi pular o Carnaval na rua 25 de março. Segundo a promotoria, nesta situação desapareceram R$ 40 mil, já que as notas de comprovação de compras não foram encontradas.

Ao fracionar a licitação, ou melhor, os valores, Macchione se livrou da licitação ao mesmo tempo em que infrigia a Lei de Responsabilidade Fiscal. Foi denunciado, condenado. Vai recorrer. Porém, o vereador Gaúcho, do PT, vê a situação como grave e já entrou com um pedido de afastamento de Macchione pelo prazo de 90 dias. O pedido foi encaminhado para a Comissão de Ética, que dará o parecer que será votado em plenário.

Bem, são dois pontos. Se formos olhar para a Lei, pura e simplesmente, Macchione precisa ser afastado. Mas do ponto de vista político, não será. Em primeiro lugar o Conselho de Ética continua sendo formado pelos macchionistas Luis Pereira e Nilton Cândido, que não estão muito preocupados com a opinião pública, decoro parlamentar, etc e tal. Quem duvidar é só analisar as decisões tomadas pelo tal Conselho no ano passado. Vereador ali só faltou dar voadora em plenário e os casos eram arquivados com as bençãos do conselho. Por isso, não podemos esperar nada deste relatório.

Talvez o diferencial seja o voto de Amarildo Davoli. O vereador do PSB já demonstra nos bastidores que está cansado de ficar queimando vela para defunto ruim. O atual governo está abaixo da crítica, o prefeito vai se apanhando em promessas vazias, e a população cansada de reclamar. Pelos manifestos nas redes sociais, Macchione já teria sido afastado ou aposentado há um um bom tempo.

Resta saber que se no atual cenário a saída do prefeito poderá melhorar ou piorar a situação. Chegamos naquele ponto de discutir se "ruim com ele, pior sem". Parece que a cidade de Catanduva não consegue mais criar um quadro político e administrativo razoável. A começar que sempre são os mesmos que ocupam as mesmas cadeiras. Por isso, entra e sai governo e tudo parece continuar do mesmo jeito. E o pior: parecem continuar ruim ou até mesmo piores.

A sociedade civil organizada precisa se reunir para discutir o município. Independente de prefeito ou governo, já que o atual já perdeu a linha de raciocínio administrativo. Parece até que com ou sem Macchione, a situação continuará a mesma. O que não podemos continuar aceitando são as falácias que temo que engolir diariamente. Aí, neste caso, nem com muita paciência é possível aceitar esta situação. E esperamos que este ou o próximo governo respeite pelo menos as leis que regem a administração pública.

Agora, vamos e convenhamos. Ninguém, em são consciência, podería imaginar que Afonso Macchione, ungido como prefeito nas últimas eleições, já estivesse - após um único ano - como o Bêbado e o Equilibrista, em plena praça público.

A grande dúvida no momento é se Macchione vai cair para a esquerda ou para a direita. A certeza é que já caiu...

Meu nome é Arthur Godoy.

Este é o site Passando a Limpo, atualizado diretamente de São Paulo.

E amigos leitores, fiquem bem. Onde quer que vocês estejam...


Colunismo mais que social tem nome e sobrenome:

Arlindo Gutemberg

PONTOS DE VENDAS DE TALÕES DA ZONA

Tendo em vista reclamações de centenas de pachalenses que se dizem injustiçados, a coluna de Arlindo Gutemberg traz a relação de pontos de venda de talões da zona. Dá direito a duas horas.

Veja abaixo:

- Bordel da Tia Judith (a partir do meio dia. R$ 30,00, com direito a uma Skol) - Parque Flamingo

- Flor de Lis - ( a partir das 14h00. Com a promoção - pague uma e leve duas). Quartos com ar-condicionado. - Parque Flamingo.

- Casa de Diversões - "Só Está Fora Quem Já Morreu" - (Com novas atrações vindas diretamente de Maringá) - Bom Pastor.

- Drinks e Birinights - Saída para Catiguá (lado esquerdo). Com estacionamento grátis (ao lado da bananeira)

- Energético Blues - Conhecido como Fazendinha do Ademar. (Open Bar) - Estrada para Paraíso.

- Sedução e Amor - O maior rodízio da região. Come quanto aguentar. (De quarta-feira, show com Odete do Alemão) - Imperial

- Cantinho do Céu - A casa que nunca fecha. Comprando três cervejas, o quarto sai de graça. (Gostaram do trocadilho?) - Jd. Paraíso

- Casa da Tia Lúcia. (A mais antiga da região. Desde o tempo dos Borelli alegrando o pessoal) - Agora com instalações reformadas. - Parque Flamingo.

- Night and Day (De noite uma alegria, de dia uma fantasia). Sob nova direção do Gustavo - Pacotes especiais para grupos da Medicina. - Imperial

- Noite das Arábias - (Onde a cobra entra e o flautista não vê) - Com quartos temáticos. Unissex! - Vila Mota.

- Fuscão Preto (Esse dispensa apresentações) - Com o show das mulatas de Elisiário. Open Bar - Imperial

- O Amor está No Ar - Com o show do Casal Osvardo e Nilda. - Quartos com mosquiteiros. - Solo Sagrado II (segurança na porta)

- Drive In - "De pé é mais gostoso" - Agora, com colchonetes para os casais mais cheinhos. - Saída para Pindorama.

- Night and Day II - Sob nova direção do Gustavo - Venha conhecer nossa sauna quase quente. Camas King Size. - Jd. Paraíso.

- Glória - O nome já diz tudo. (Em cada quarto, um repelente elétrico). - Promoção especial de quarta-feira, depois do almoço: R$ 38,00.

- Festão da Jussara - Com a promoção: "levou um amigo, a cerveja é de graça". Com a presença da garota Playboy 62 - Tia Sônia. - Vila Rodrigues.

PARA ENTRAR NA PÁGINA DE ARLINDO GUTEMBERG - NO FACEBUNDA - CLIQUE AQUI. DEPOIS, CURTA E SIGA. ATUALIZAÇÕES DIÁRIAS


HÁ DOIS ANOS, MACCHIONE ERA ENTREVISTADO PELO SITE PASSANDO A LIMPO.

"Como cidadão, não estou satisfeito com a atual administração"

O nome da semana: Afonso Macchione Neto. Desde a matéria publicada em primeira mão pelo site Passando a Limpo, sobre sua candidatura - que ele nega ter se decidido - o meio político não fala em outra coisa. Seu telefone celular não parou de tocar, com mensagens e ligações. Muitos lhe dando parabéns, outros já querendo compor o governo. O clamor foi tão grande que o ex-prefeito esteve na Globo Noroeste Paulista onde chegou a ser entrevistado.

Neste final de semana, Macchione respondeu por e-mail perguntas encaminhadas pelo site Passando a Limpo.

Nenhuma pergunta ficou sem resposta. Desde o Parque Mandaçaí até a ação envolvendo funcionários do Simcat.

Macchione aproveitou para relacionar algumas de suas obras, que costuma chamar de "intervenções". Falou sobre política, lei de licitações, capacidade de investimento do município, contenção de despesas. Enfim, uma entrevista que deve prender os leitores na frente do computador.

Uma das respostas mais curtas, mas sem meias palavras: ao ser perguntado se como catanduvense estava satisfeito com o desempenho do atual governo municipal foi categórico....."não estou".

Leia a entrevista completa logo abaixo, com as respostas enviadas na noite de sábado e editada nos primeiros minutos deste domingo.

Passando a Limpo - Antes de mais nada, vamos direto ao assunto que toda a cidade está perguntando. No momento, o senhor é pré-candidato a prefeito?

Afonso Macchione - É uma decisão extremamente difícil e ainda não definida.

Passando a Limpo - Quando o prefeito atual, Geraldo Vinholi, assumiu, disse que a cidade estava com apenas 5% da capacidade de investimento. Esse número...é isso mesmo?

Afonso Macchione - Sim. A capacidade de investimento varia entre 3% e 10% de toda a receita do município, em função da estrutura da Prefeitura.

Se o quadro de funcionários for enxuto, o percentual para investimentos será maior. Em contrapartida, será maior também a necessidade de contratação de prestadores de serviços.

Na realidade atual da administração pública no Brasil, se você puder sentar numa cadeira de Prefeito encontrando todas as contas pagas, projetos prontos, pagos e com verba real provisionada para sua execução, obrigações trabalhistas em ordem, sem dívidas de curto prazo, frota renovada, erga as mãos para o céu!

Passando a Limpo - Qual a principal diferença entre a administração pública e a privada? Se pudesse, o senhor alteraria algo na lei de licitações, para agilizar a contratação de serviços?

Em ambos os casos o administrador tem que minimizar perdas e otimizar gastos.

Na administração pública, a receita é pré-estabelecida, podendo ser melhorada com eficiência administrativa, fiscalização eficiente e postura séria que não privilegia favores pessoais. Também não se pode abrir mão de receitas para atender pequenos interesses. Na administração privada, o mais difícil é buscar a receita. Tanto na esfera pública quanto na privada, o que conta é o arrojo, a dedicação, a capacidade de trabalho e a competência do administrador.

O problema não está na Lei de Licitações. O problema está na elaboração dos projetos e editais, que devem ser bem detalhados, com regras claras e bem definidas, o que leva tempo para se fazer. Muitas vezes, com prazos apertados, esse detalhamento se torna inviável, pois pode exigir profissionais com diferentes especialidades. Daí a necessidade de uma boa equipe de planejadores, para que definam os projetos necessários para o desenvolvimento do município com antecedência. Nunca se sabe quais áreas os governos estadual e federal vão priorizar, e é bom ter projetos prontos para atender aos prazos e não perder recursos.

Nas licitações para compras de produtos é importante separá-los em grupos da mesma categoria. Por exemplo, é inadmissível colocar no mesmo edital a compra de derivados de carne e de laticínios, que dificilmente seriam produzidos por uma mesma empresa. Há também a necessidade de se especificar produtos de acordo com os padrões encontrados no mercado - ou seja, se os pacotes de bolacha encontrados no mercado tem 300 g, não se deveria exigir pacotes de 280 g no edital. Em casos assim, é grande a chance dessas licitações serem dirigidas a um determinado fornecedor.

Passando a Limpo - O assunto do momento é o Parque Mandaçaí. A que o senhor atribui a situação lamentável daquele parque? Falta de interesse da população ou do poder público?

Afonso Macchione - Falta capacidade administrativa e visão comunitária. Se você não fizer a manutenção do jardim da sua casa, em poucos meses ele estará todo praguejado. Da mesma forma, se qualquer outra avaria não for logo corrigida, os danos serão maiores com o tempo.

Recentemente aconteceu uma pequena erosão na pista de caminhada do Parque João Paulo. Se não fosse acudido a tempo, provavelmente hoje ele estaria intransitável. A falta de manutenção tem também comprometido os gramados que estão totalmente praguejados, como todas as praças da cidade. Além disso, tivemos o cuidado de reservar parte do pagamento das obras para ser efetuado após a entrega dos parques para corrigir eventuais problemas com as obras. Essa parcela foi paga por quem vive reclamando da qualidade da execução…

O público não tinha o hábito de frequentar praças e jardins. Aos poucos foi tomando gosto e hoje podemos ver muitos frequentadores. Lógico que com parques mais atrativos, o fluxo tende a ser cada vez maior. É muito bom ver pais e filhos passeando pelos parques. Tanto o Mandaçaí quanto o Ipês foram bem projetados, com criteriosa análise do BID, e nos locais adequados. Que fique bem claro, que nenhum projeto foi tirado da cartola, por desejo do administrador do dia! Foi feito com a participação e orientação de técnicos de uma organização internacional!

Esses parques fazem parte do grande corredor verde às margens do São Domingos, aproveitando o mesmo espaço para o lazer e a educação ecológica da população, principalmente das crianças, como fazem todas as cidades evoluídas do mundo. São áreas de risco de enchentes, que devem receber tratamento adequado para o uso da população. Em caso de cheias, o máximo que poderá acontecer é o parque não poder ser usado por alguns dias e necessitar de uma limpeza mais trabalhosa.

Imaginem se o Parque das Américas tivesse sido mantido em sua forma original como parque, sem as construções que hoje lá estão, com vários equipamentos e bem arborizado...

Passando a Limpo - O seu nome foi citado no processo sobre funcionários emprestados ao Simcat, inclusive com bloqueio de bens. Por qual motivo o número de funcionários emprestados ao Sindicato sempre foi maior que o estipulado em lei?

Afonso Macchione - A prefeitura havia assumido um TAC junto à Promotoria Pública datado de 1999, mas até 2005 nenhuma ação havia sido tomada. Quando assumimos em 2005, nossa maior preocupação era a de não conseguir cumpri-lo, pelo grande número de intervenções pactuadas – tais como tratamento do esgoto, despoluição do São Domingos, disposição final de resíduos sólidos (aterro sanitário), recuperação do "Castelinho", sinalização das vias públicas, readequação das áreas verdes, combate a erosões, retirar os ambulantes das praças, etc. Pode ter certeza que só o atendimento a este TAC já justificaria toda uma gestão. O não cumprimento dessas obrigações acarretaria pesadas multas para a administração, que já vinha sendo multada pela falta de aterro sanitário adequado.

Para retirar os ambulantes das praças, sem deixá-los à míngua, precisaríamos de um local para a instalação dos mesmos. A antiga sede do Simcat, na Avenida São Domingos com a Rua Pará, era um dos únicos locais adequados para o Shopping Popular. Por outro lado, o Simcat tinha interesse no Clube Itaú, que passou a ser de propriedade do Município. Após as avaliações necessárias, foi feita uma permuta e o Simcat solicitou ajuda da Prefeitura para a manutenção do Clube; em contrapartida, sempre que necessário o Clube estaria disponível para as formaturas escolares e outras atividades pertinentes. O Simcat fez a solicitação formal de mais alguns funcionários para auxiliar na manutenção do clube, que foi submetida ao departamento jurídico da Prefeitura, que orientou pelo deferimento, embasado em legislação municipal.

Passando a Limpo - Está claro que houve uma queda de repasses públicos para municípios do interior. Caso isso estivesse ocorrido em sua administração, qual seria a solução para minimizar os problemas?

Afonso Macchione - Os repasses constitucionais continuaram sem mudança significativa. Os repasses para obras ou atividades específicas, como emendas parlamentares, esses ficaram prejudicados.

A solução é cortar despesas e ter critério nos gastos. É imperativo conhecer bem os processos licitatórios e o custo real da obra licitada para poder negociar preços menores. Para isso são obrigatórios os princípios básicos de honestidade e credibilidade do administrador. O respeito a esses pontos torna o preço das obras muito menor! E, claro, administrar é estabelecer prioridades, portanto, reservar os recursos para educação, saúde, manutenção da cidade, sem espaço para gastos supérfluos.

Passando a Limpo - Qual foi a sua maior obra em Catanduva?

Afonso Macchione - Acredito que os mais de 30 km de emissários de esgoto (até então só havia 2 km), a estação de tratamento, os 2 poços no Guarani, a eliminação das grandes erosões e a canalização a céu aberto de praticamente todos os córregos do município, serão fundamentais para o desenvolvimento da cidade.

Na área social, a descentralização da Assistência Social com a criação dos CRAS e o Restaurante Popular. O novo Terminal Urbano com mais conforto aos usuários, a melhoria dos Conjuntos Habitacionais e as interligações melhorando o ir e vir das pessoas. O AME, a UPA, a Farmácia Popular, com remédio, a Central Odontológica, os PSFs e UBFs, a FATEC, o Instituto Federal, a Biblioteca Municipal, o Centro de Convivência Mauro Moura, antiga AABB, o Velório Municipal, as mais de 20 quadras esportivas nas escolas, o Ginásio de Esportes no Nelson Musa, a reforma de todos os prédios públicos municipais, os aproximados 1.000.000 m² de áreas urbanizadas, a Rua Ceará, enfim...

Acho que a maior obra é o conjunto de todas as intervenções.

Passando a Limpo - Como cidadão catanduvense, o senhor está satisfeito com a atual administração?

Afonso Macchione - Não estou.

Passando a Limpo - Na sua entrada no PSB, na ocasião, se falou sobre uma possível candidatura a prefeito? A decisão final será sua ou do presidente do partido, o vice-governador?

Afonso Macchione - Acho que ambos precisam querer.

Passando a Limpo - O senhor tem uma proximidade muito grande com o governador Geraldo Alckmin. Vê com bons olhos uma possível transferência de Alckmin para o PSB?

Afonso Macchione - Se o espaço dele no PSDB for obstruído por algum motivo, sim.

Passando a Limpo - Qual obra o senhor gostaria de ter começado e concluído dentro de seu governo?

Afonso Macchione - Acho que foi tudo a contento. Se fosse possível, gostaria de ter construído um Centro de Eventos. É triste ver as formaturas dos nossos universitários acontecerem em S. J. do Rio Preto.

Passando a Limpo - Hoje, política, é um assunto permitido dentro de sua casa, com os familiares?

Afonso Macchione - Sim. Sempre com muita transparência e ponderação.

Passando a Limpo - Caso o senhor decida não concretizar sua candidatura, pode haver um apoio público a outro candidato?


Afonso Macchione - Acho difícil.

Passando a Limpo - Como o senhor vê o surgimento de novos nomes na política, como é o caso de Julinho Ramos e Roberto Cacciari Filho?

Afonso Macchione -É sempre importante que os jovens se envolvam e que surjam novos nomes na política.

Acompanhando a distância, acho que o Julinho perdeu uma grande oportunidade no meio político. Foi eleito por um grande número de catanduvenses bem informados que esperavam dele atitude de líder nas grandes decisões políticas com independência e espírito comunitário. Entretanto, parece que ele esteve muito preocupado consigo próprio e se esqueceu da cidade. Participou de votações que serão prejudiciais ao município.

Quanto ao Betinho, sempre tive carinho pela convivência com a família. Não tenho como avaliar a sua maturidade e competência para administrar assuntos tão complexos como os exigidos do prefeito de uma cidade como Catanduva.

Passando a Limpo - O senhor sente falta da cadeira de prefeito?

Afonso Macchione - A experiência como prefeito foi importante para meu crescimento pessoal. Atualmente, porém, tenho atividades que me ocupam o tempo todo e também me realizam.

Passando a Limpo - A sua candidatura a deputado estadual. Guardou alguma mágoa do episódio? E afinal, o senhor iria conseguir se adaptar à vida do legislativo, já que o senhor sempre foi uma pessoa moldada para o Executivo?

Afonso Macchione - Realmente foi um episódio desagradável. Todavia, a simples indicação àquela candidatura já me deixou feliz. Se eleito, iria tentar desempenhar da melhor forma possível.

Passando a Limpo - Atualmente, qual o maior problema de Catanduva?

Afonso Macchione - A falta de manutenção da cidade, a desmotivação dos funcionários municipais e o sucateamento dos equipamentos públicos.


- Na tarde de ontem, 01, o prefeito Afonso Macchione deu uma coletiva em seu gabinete. Apresentou contratos dos Carnavais, dizendo que foram todos transparentes. Disse ainda que foi pego de surpresa com a condenação por parte da Justiça e que vai recorrer. Segundo o prefeito, todas as compras tiveram notas emitidas e com preços dentro do mercado. Para o prefeito, não houve prejuízo ao erário e não acredita em improbidade administrativa.

- Tão logo a informação que Macchione estava cassado surgiu, as redes sociais e os telefones fervilharam. Muitos não estavam acreditando na história. E pela temperatura dos comentários, a popularidade do prefeito não está lá estas coisas.

- Quem deve estar agradecendo este bafafá todo é o ex-secretário de Esportes, Luciano. Com a condenação de Macchione, sua exoneração ficou para terceiro plano.

- O prefeito irá recorrer no cargo. Apenas se for condenado em última instância é que deverá deixar a cadeira de chefe do Executivo. Mas independente disso, a condenação realmente pegou Macchione de surpresa.

- Não apenas a condenação mas a repercussão regional do episódio.

- O deputado federal Sinval Malheiros soltou uma nota no final da tarde dando apoio ao prefeito Afonso Macchione. Diz que o prefeito está deixando sua marca pessoal na história de Catanduva e é pessoa honesta.

- O presidente da Câmara Ari Enfermeiro, está com um olho no gato e outro no peixe. Sucessor natural de Macchione diz que este tipo de recurso demora. Mas completa: "apesar que como o processo é eletrônico, tudo pode ser mais rápido".

- Como desgraça pouca é bobagem, o Tribunal de Justiça decidiu não autorizar a prefeitura a transferir o lixo para a SAEC. É uma verdadeira salada. Macchione enviou um projeto transferindo toda a administração de lixo para a SAEC. O vereador Amarildo Davoli apresentou uma emenda. Macchione vetou a emenda, a Câmara derrubou o veto. O prefeito pediu uma liminar onde era para derrubar o veto, mas sabe-se lá o motivo jurídico dentro da prefeitura, chegou ao desembargador do TJ o pedido para derrubar o artigo 1º da Lei. O desembargador concordou. A prefeitura explicou que houve um equívoco, blá, blá, blá, e o desembargador não quis nem saber. Manteve a decisão que suspendia o artigo 1º, ou seja, a lei por completo.

- Resumo da ópera. A Lei está suspensa, e para completar o bolo, a Câmara Municipal aprovou projeto onde revoga a lei de Macchione.

- Assim, os contribuintes não estão pagando a Taxa de Lixo nem no IPTU e muito menos na conta de água. Considerando que os carnês do IPTU já foram emitidos, sabe-se lá como a prefeitura vai cobrar isso daí...

- E a SAEC que realizou contratos com a Monte Azul e com a empresa que gerencia o aterro sanitário não poderá pagar os valores contratados já que não pode desviar seu orçamento para isso. Catanduva corre o risco de em breve, ficar sem a coleta de lixo. Pois a Monte Azul não tem nada a ver com isso e vai querer receber.

- COMUNICADO

A Prefeitura de Catanduva vem a público para informar que foi concluída a análise documental referente à Concorrência nº 08/2017 para concessão onerosa para utilização do Recinto de Exposições. Nesta etapa, foram habilitadas as empresas “Águia Negócios e Participações”, “Prates e Prates Promoções Artísticas” e “R. Sandoval de Faria & Cia.”. Ficaram inabilitadas as empresas “SELT – Serviços de Estruturas e Locações Temporárias” e “Bandeira Eventos e Participações”, que terão 5 dias úteis para apresentar recurso – ou seja, até o dia 9.

- A abertura dos envelopes com as propostas de preços está prevista para o dia 16 de fevereiro. A Prefeitura reitera seu objetivo de garantir transparência e ampla competitividade em todos os seus processos.




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Passando a Limpo é uma publicação on-line do jornalista Arthur Godoy Júnior (MTB 26.822) Endereço para contato: Rua Domingos Teotônio Jorge nr. 61 - Aricanduva - São Paulo - S.P, CEP 03904-040. Telefones: (17) 99119-2715, (0xx11) 2725-1346 e (0xx11) 99118-5007. E-mail: arthur007@uol.com.br - Hospedado na Locaweb - São Paulo. On-line desde 19/01/2003.