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Arthur Godoy Júnior

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São Paulo, 21 de abril de 2018

Atualizado às 22h00

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A notícia mais importante desta atualização

Para atender interesses de concessionária, Macchione planeja mudar passarela de pedestres, bloquear a rua XV de Novembro e demolir viaduto da Rua Sete de Setembro

Todos os detalhes, logo abaixo.





Para atender interesses de concessionária, Macchione planeja mudar passarela de pedestres, bloquear a rua XV de Novembro e demolir viaduto da Rua Sete de Setembro

Arthur Godoy Júnior

O prefeito Afonso Macchione tem em suas mãos um projeto que se aplicado poderá mudar radicalmente o trânsito e vias de acesso de algumas das principais regiões da cidade: o centro, o São Francisco, o Higienópolis, o Jardim do Bosque todo os bairros localizados entre a avenida Daniel Soubhia e a Rodovia da Laranja. Por interesses da empresa RUMO, concessionária do transporte de cargas sobre trilhos, a cidade e seus habitantes teriam que sofrer grandes intervenções e mudanças. O site Passando a Limpo conseguiu com exclusividade,e primeira mão, o projeto preparado pela RUMO que classifica Catanduva como inapta para o chamado "ranking ferroviário", e exige mudanças na estrutura física da cidade para que os trens possam continuar trafegando sem problemas. O detalhe: no projeto, a passarela de pedestres localizada no início da Rua Brasil - que liga o centro ao Higienópolis - teria que sofrer modificações em sua estrutura e o viaduto da Rua Sete de Setembro seria simplesmente demolido.

O problema está na altura que os futuros trens da RUMO terão. Estudos realizados na cidade apontam que com a passarela e o viaduto as composições não conseguirão passar pela cidade. Assim, os engenheiros da RUMO fizeram análises e apontaram quais as mudanças necessárias para que Catanduva suporte os vagões. Alegando que o município não terá qualquer gasto e que os investimentos serão em torno de R$ 20 milhões, a RUMO está indicando que o viaduto seja derrubado e os motoristas que vem do centro para o Higienópolis tenham que ir até o início do São Francisco e fazer um retorno. Já os motoristas que estão vindo daquela região para o centro teriam que seguir em frente pela rua São Paulo e alcançar uma avenida que seria construída e na rua XV de Novembro voltar para o centro.

Pelo projeto da RUMO não há substituição do viaduto da rua Sete de Setembro e sim a construção de dois outros viadutos nas proximidades da rua XV de Novembro e Goiás.

A RUMO apresenta um projeto como sendo de "soluções de segurança". Os estudos não levam em conta o impacto que isso pode ocasionar no trânsito da cidade, no comércio e até mesmo na vida das pessoas. Existe ainda uma possibilidade de extensão até a avenida São Domingos.

O prefeito Afonso Macchione recebeu o projeto e segundo informações de fonte da prefeitura está disposto e aceitar os novos traçados. Inclusive, já estaria trabalhando nas mudanças necessárias do plano diretor. Para a fonte, o prefeito concorda com as mudanças e do que depender da prefeitura elas aconterão.

A defesa do projeto alegará que com as mudanças propostas a cidade ganhará com um tráfego mais rápido com a construção de dois pequenos viadutos e a construção de uma avenida que ligará a rua São Paulo até a rua Daniel Soubhia.

No projeto preparado pela RUMO, Catanduva alcançaria o "gabarito ferroviário". Os engenheiros apontaram o trajeto da linha férrea, que não sofreria alteração, colocando o que chamam de "obstáculos": passarela de pedestres e viaduto da Rua São Paulo.

Os técnicos da RUMO apontaram - através de imagens e medições - a situação atual da cidade. A passarela de pedestres precisaria de uma elevação de 1,45 m. No documento da empresa, a passarela é apontada como interferência. Para tentar conseguir o apoio popular e justificar as mudanças, a empresa sugere um estudo criação de uma passarela para pessoas com deficiências.

Outra "interferência" apontada é o viaduto da Rua São Paulo. Neste caso, não tem solução. A idéia é demolir o viaduto e interromper por completo o tráfego no local. Talvez uma outra passarela de pedestres, mas elevada, que pudesse deixar que as composições passassem. Um outro viaduto é inviável pois o viaduto já tem uma grande inclinação e seria necessário uma desapropriação em toda a região - até mesmo na área da atual Estação Cultura. Os técnicos apontaram que o viaduto é inabilitado para o gabarito ferroviário.

No mapa apontado como "situação atual", a empresa -que aparentemente utilizou imagens do Google Maps - demonstra todos os caminhos usados pelos catanduvenses. As ruas América (conhecida como a rua da Viação Luwasa) e a rua Goiás, continuação da rua Marília, aparecem na cor verde como opções de acesso.

A partir do meio do projeto, a RUMO apresenta o que seria a "solução viária" para a cidade. Neste momento entra a demolição do viaduto, a mudança na passarela, e sugerem a criação de um avenida que daria continuidade à rua São Paulo, além de uma área para uma praça e a construção de dois viadutos na região da rua América. Os diretores da empresa afirmam que o município não teria qualquer gasto. O prefeito também deve apresentar este argumento para tentar convencer a população sobre esta mudança.

No mapa abaixo vemos na sinalização vermelha a demolição do viaduto.

No traçado final apontado, existe uma retirada de passagem de nível na rua XV de Novembro (a linha continua, mas os carros não passariam mais pela região), bem como o mesmo acontecendo na rua Florianópolis. Neste caso, todo o comércio da rua XV de Novembro seria afetado já que o trânsito seria desviado.


Opinião

O prefeito manda na cidade, mas quem manda no prefeito?

Arthur Godoy Júnior

Amigo catanduvense, seja morador na cidade ou que esteja em qualquer outra parte do mundo. Vamos aos fatos. Há mais de 10 anos estamos assistindo a ladainha que Catanduva está prestes a se livrar da linha de trem que corta a cidade. Inclusive, em 2011 ou 2012, aproximadamente, o atual prefeito Afonso Macchione anunciou em verso e prosa que teria conseguido a retirada dos trilhos de trem para 2018. Já virou piada pronta as visitas políticas que prometem a retirada dos trilhos. Deputados, sejam estaduais, federais, etc e tal. Secretários e ministros. O ex-prefeito José Alfredo - quando parlamentar - cansou de ir à Brasília (bem, na realidade não ficou muito cansado não), e chegou a gravar um vídeo com técnicos da ANTT medindo terreno e indicando os novo caminhos dos trilhos.

Pois bem, toda essa papagaiada acontecendo e o que vemos? Na calada da noite, nos gabinetes, diretores da tal RUMO preparando um projeto que tem um belo discurso mas que na prática simplesmente coloca a cidade de joelhos. A demolição do viaduto da Rua Sete de Setembro, mudanças no trânsito da rua XV de Novembro, afunilamento de carros na rua Marília, Goiás e América, tudo isso aprimorado com a construção de dois novos viadutos, uma avenida e até mesmo a descontrução da história de Catanduva através da retirada e mudança da passarela de pedestres que passa ao lado da Estação Cultura.

Deixarei a parte sentimental histórica para quem tem mais tempo rodado de Catanduva do que eu. Mas posso falar sobre mobilidade urbana, prejuízo ao comércio, aos motoristas e completo desrespeito com a cidade. Também posso falar em omissão do senhor Afonso Macchione, bem como o silêncio que o atual governo tem sobre o assunto e o segredo que a história estava sendo tratada pelos gabinetes, desta vez, municipais.

Este projeto "maravilhoso" e feito através de imagens que podem ser do Google Maps (ei, profissionalismo é com a gente), já está rodando há algum tempo a prefeitura de Catanduva. Já foi apresentado para alguns políticos, e tem vereador já sabendo da história. Mas ninguém veio a público para dizer com todas as letras esta idéia que eu considero uma aberração. O motivo é o que mais incomoda: não estamos falando dos interesses de Catanduva, mas de uma concessionária que trata o nosso patrimônio e as pessoas como "interferências", verdadeiros "estorvos". Se a passarela e o viaduto estão atrapalhando, retire-se e vamos demolir. E o governo calado. Assim como ficou calado no passado quando começou a surgir a idéia do presídio.

Obviamente, quando sempre acontece, quando o pulo está pronto o prefeito diz que está sendo forçado a aceitar. Seja pela Justiça, por uma jurisprudência ou até mesmo opiniões do Ministério Público. Agora, quem o prefeito irá culpar? A Agência Nacional? Aquela mesmo que garante, a cada seis meses, que a retirada dos trilhos acontecerá nos seis meses seguintes?

E os nossos políticos? Senhores vereadores, sociedade civil organizada? A partir de agora, desta edição do Passando a Limpo, não poderão alegar ignorância. Não podemos aceitar. Uma cidade inteira que já sofre com o problema dos trens que passam e param nas principais vias, dividindo e atrapalhando a vida do catanduvense, não pode aceitar que patrimônio histórico e ligação entre o centro e seus bairros seja cortada numa canetada ou promessas de mobilidade. É de fazer rir o trecho do tal estudo dizendo que podem fazer um estudo para acesso a cadeirantes na passarela. O que farão? Aquelas rampas inacessíveis, numa inclinação absurda? E se estão nos estudos, nós sabemos como isso termina.

Infelizmente, o governo Macchione já demonstrou que é bom de projeto e papel, mas na prática a coisa é bem diferente. Duvidam? Então, me falem sobre o corredor verde e o seu final, chamado de Parque Mandaçaí. Deu no que deu e todo mundo sabe no que deu: em nada. Em dinheiro jogado fora, num parque que se transforma num lamaçal. Vamos ver como Macchione tentará se explicar e para quem jogará a responsabilidade. A responsabilidade de arrebentar o comércio das ruas Sete e XV de Novembro, de isolar bairros, de afogar o trânsito e jogar na lata de lixo a história da cidade.

Nos tais 100 anos, Catanduva ganha um presente indigesto. Há quanto tempo o prefeito sabia desta história e até quando ele iria esconder da população? Aliás, ficamos sabendo graças a uma pessoa indignada, da própria prefeitura, além do trabalho de informações do próprio site. Senão, amigo catanduvense, iríamos perceber o tamanho do buraco apenas quando as máquinas de britadeira já estivessem funcionando a todo vapor. Um absurdo.

Peço a todos vocês, catanduvenses, políticos ou não, que se manifestem contra esta história. Mesmo que sejam necessários argumentos judiciais. Catanduva não deve ser tratada como "interferência". Reconheço que sou saudosista, já viajei muito de trem entre Catanduva e São Paulo, e sempre era uma emoção ver a chegada daquela lâmpada maravilhosa e imponente que fazia a curva na chegada à Estação Ferroviária, principalmente no trem das 11 da noite. Mas não posso deixar de me indignar quando uma empresa, uma concessionária, pretende arrebentar uma cidade inteira apenas por seus interesses comerciais. Dizem que vão injetar R$ 20 milhões na cidade. Amigos, amigos, isso, para a RUMO, não é absolutamente nada.

Bem, eu sei que o prefeito manda na cidade.

Agora minha dúvida é outra: quem manda no prefeito?

Meu nome é Arthur Godoy.

Este é o site Passando a Limpo, atualizado diretamente de São Paulo.

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Parece uma fotonovela, não?

Você, amigo leitor, pode colaborar enviando imagens para arthur007@uol.com.br ou para o WhatsApp (11) 99118-5007.


- O prefeito Afonso Macchione poderá sofrer um novo revés jurídico. A Procuradoria do Tribunal de Justiça emitiu parecer sugerindo o aumento da pena de condenação do prefeito em ação que já foi julgada em primeira instância.

- Macchione foi condenado em Catanduva por ter utilizado a frase "Trabalho Sério. Resultado Sério". A Justiça catanduvense verificou que se tratava de auto-promoção e condenou o prefeito a pagar um ano de seu salário. Os fatos ocorreram no primeiro mandato.

- O prefeito recorreu alegando cerceamento de defesa e prescrição da ação.

- Há alguns dias, o procurador Alfredo Coimbra, emitiu parecer não apenas concordando com a sentença como pedindo aumento da pena. Ele quer que o prefeito seja condenado a perda de seus direitos políticos por três anos.

- O parecer foi encaminhado para o relator que deverá concordar ou não com o defendido pelo procurador. Após isso, o relator encaminhará o processo para julgamento em plenário.

- "Não há a menor dúvida que o apelado utilizou-se do seu cargo de chefe do Executivo para aumentar seu cacife político". "Revela também menosprezo indisfarçado aos princípios da impessoalidade e da legalidade".

- A multa de um ano de salário foi mantida pelo procurador.

A cada atualização, esta coluna receberá novos comentários e informações. Colabore enviando seu e-mail para arthur007@uol.com.br, com o título "Na Ponta da Pauta". Após recebermos a informação, realizaremos a checagem e publicação. Sigilo absoluto. Passando a Limpo: é você quem faz!


Nobre Arthur..

Venho por meio desta pedir sua ajuda em um caso que, ao meu entender já passou dos limites de respeito aos Municipes, Ambulantes, Trabalhadores.

No Início do Mês de Outubro, eu protocolei um Requerimento, com pedido de Oportunidade de Criação de uma Feira Livre, na Região do Elias Nechar, mas preciso na Praça ao lado, é sabido que tal requerimento tem o prazo de 60 dias para resposta.

Neste meio tempo, recebi a notícia por um Amigo, que um Vereador muito ligado ao Prefeito, mencionou que tal requerimento iria ser INDEFERIDO, mas que assim que receber a notificação, era para entregar em suas mãos que faria algo para que fosse DEFERIDO.

Em 23/12/17, fui notificado tal indeferimento, no Final de Janeiro, após dezenas de tentativas de uma Reunião com a Chefe de Gabinete, consegui marcar, e como os argumentos sempre são corretos, e quem questiona está errado, pedi que a mesma viesse a ser criada no Pq. Glória I, na praça da Pitangueiras com Estância.

Mas fora proposta a Praça do Idoso, já que ali acontece a FEIRART, pois bem, fiz a ratificação, tal requerimento que havia sido arquivado, foi ressuscitado novamente, e desde final de Janeiro que não temos respostas. Após inúmeros questionamentos sobre respostas, hj, recebi uma ligação de um Assessor de um Vereador que nos acompanhou na reunião, me disse que, a Chefe de Gabinete está de Férias, e que regressa dia 18/04/18 e somente ela poderá dar respostas...

Meu Questionamento é..

Se uma Professora pega virose, e não vai lecionar, os Alunos são dispensados, ou coloca se uma professora substituta para lecionar em seu lugar??

Pq no executivo, quando alguém com tal responsabilidade em determinar o SIM ou o NÃO, sai, não deixa um substituto, para resolver tais questões, ou trata se de Jogo Político, ou Má Vontade mêsmo.

Sem incomoda ló, poderia nos dar uma ajuda??

Desde já, agradecemos a força.

Abraços Fraternos.

Rodrigo Antônio

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Opinião

Henrique Dumont, sapador e fundador duma outra CTV que não queremos reconhecer

Luiz Roberto Benatti

Para Carlos Dantas e Édison Sutter

Na Fazenda Dumont, em Santa Adélia, nasce o velho Japurá, atual São Domingos, que para os caiovás mentia sobre as cheias e a grande várzea espraiada que ia da curva sinuosa dos Bombeiros até os fundos da Estação rodoviária. Rio-mar. A propriedade pertenceu a Henrique Dumont cujas fazendas, 33 ao todo, estendiam-se de Ribeirão Preto até os nossos limites. Terras roxas apropriadas ao café procedente do Saara, cuja vermelhidão resultou da decomposição do minério de ferro do basalto. Dos vulcões veio nossa matéria prima corporal, mental, ferroviária, comercial, industrial e internacional. Éramos exportadores em 1910 e não soubemos, porque a desmemória substituiu as penas de viver do travesseiro. Quem tem sonho não fica tristonho nem morre bisonho. As propriedades de Dumont somavam 6295 alqueires com 1 milhão e 500 pés de café, 420 casas de colono, outras para os administradores e fiscais, armazéns, farmácia, escola, casas de máquina, olaria, ventiladores, despolpadores, linha férrea, locomotivas. Dumont foi o rei do café, com quem Schmidt tentou ombrear.Empregou meridionais, espanhóis e negros, mas não foi escravocrata. Ele projetou e pôs em prática novas técnicas de mecanização do café e exibiu postura empresarial que ainda hoje seria atual, avançou sobre o mercado europeu. Seu império chamava-se Dumont coffee company.

Embora a Baldwin tenha passado por CTV pela primeira vez em 1º. de maio de 1910, o apogeu do Oeste paulista ocorreu em 1880, data que deixa no banco de reservas nossos founding fathers. A mentira tem nariz curto mas muito surto. Quando moço, o padrinho de Henrique o mandou para Paris, onde ele se diplomou na Escola de artes e ofícios, na época o equivalente das faculdades de engenharia. Em 1872, ele projetou a subida ferroviária da Serra da Mantiqueira para a Estrada de ferro central do Brasil. Instalou-se depois numa propriedade de Cabangu, MG, onde nasceu o famoso filho aviador, criatura que conviveu com reis e papa na Europa, onde viveu como dândi, enquanto mandou edificar com o dinheiro do café o primeiro hangar de dirigíveis. Três irmãs de Alberto casaram-se com três irmãos Villares, também mineiros, miliardários até hoje. Dentre outros feitos, Henrique montou a Cia. de navegação fluvial a vapor do Rio das Velhas. As catas de ouro de outras épocas multiplicaram-se como grãos de rubiácea.

Até há pouco, os arcos da pizzaria de Luís Mário Devitto,na Rua Sergipe, bem visíveis, eram uma espécie de cartão postal da estação ferroviária que não chegou a funcionar nem se estendeu para Oeste e, depois, para a Bolívia, porque Henrique corrigiu-lhe o traçado, deu-nos identidade e musculatura econômica até meados de 1950s.Para HD a Railroad era um luxuoso brinquedo transportador de sacos de café para o porto de Santos. Ele não foi jamais "um pioneiro que chegou a esta terra", não era um errante, visionário. Tinham dado o nome de seu filho à extensão da Rua Ceará até o aeroporto, mas, furibundo, Mao tsé-tung decidiu trocá-lo por Orlando Zancaner, nosso mágico de OZ.

Ficamos órfãos e desmemoriados.Não temos história, mas lendas: viramos hobbits.


Opinião

Uma escolha

Alexandra Martins Godoy

“Talvez tudo o que leio seja formado por poesia. Por pura e boba poesia. Ninguém percebe, mas quando falamos sobre amores, temores, alegrias e devaneios, a poesia é automática. O ser que apenas pensa é antiquado para o mundo. Os que pensam demais vivem em uma caixa, com suas próprias ideologias que, com o passar do tempo, passam a defendê-las com garras e dentes. Nessa briga, acabam não ligando para o coração.

O que pensa de menos, ou seja, o burro, é o que sente demais; O que constrói uma armadura por meses e faz com que a mesma seja destruída em sua primeira batalha.

E o que sente de menos, se assemelha com o que pensa demais. Seu coração é frio e calculista, não sabendo quem pode ferir nesta jornada.

O que pensa demais e o que sente demais é uma paz entre o corpo e a alma. O intelecto, é importante para evolução do corpo (cérebro) e da alma e o sentimento, trabalha mais na região da alma, onde sua habitação principal está. Os dois ajudam na evolução do próprio homem que os têm.

Escolha quem você quer ser:

Um gênio antipático e anti-sentimentos

Um burro feliz e sentimental

Ou seja a paz entre o corpo e a alma. O que todos procuram por anos em outros, mas apenas podem achar em si mesmos.”


Divulgação gratuita


Entrevista de domingo - Professor Wellington Rosa

"A Câmara catanduvense está desacreditada"

O professor Wellington Rosa, de 31 anos, já entrou para a história biográfica da cidade neste ano de 2018. Foi ele quem teve coragem de colocar o dedo em um vespeiro e pedir, publicamente, que a Câmara Municipal iniciasse um processo de apuração de fatos e possível cassação do vereador Daniel Palmeira de Lima. A proposta naufragou com o voto de alguns vereadores, que estão sofrendo na pele por esta decisão. Afinal, a população queria não apenas a apuração de todos os fatos mas o afastamento definitivo de Palmeira.

Neste domingo de Páscoa, site Passando a Limpo apresenta uma conversa com este professor, que é contratado pela rede pública estadual, graduando em química pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Câmpus Catanduva S.P. Bombeiro Civil, Teólogo, Técnico em Administração, auxiliar de enfermagem e finalizando curso técnico em enfermagem, pelo Centro Paula Souza.

E agora, inimigo número 1 do legislativo catanduvense. Para ele, "a Câmara Municipal está desacreditada".

Leia abaixo a íntegra da entrevista:

Passando a Limpo - Como surgiu a ideia de solicitar um processo de possível cassação de Daniel Palmeira?

Professor Wellington Rosa - A ideia partiu da indignação como cidadão e do não conformismo com o cenário que nossa política está passando, tanto na esfera Federal, como na Estadual e Municipal. Pensei não só na minha pessoa, mas sim nos munícipes de Catanduva e em todas as outras cidades nas quais o ministério público afirma que houve fraude licitatória.

Passando a Limpo -Você assinou o termo de forma solitária. Chegou a procurar outras pessoas, grupos ou partidos para lhe acompanharem na assinatura?

Professor Wellington Rosa - Não, foi sozinho mesmo. Pois como sempre falo e faço: não tolero hipocrisia! Seria muito confortável ver, de braços cruzados, uma pessoa que estava na cadeia até quinta feira conseguir um habeas corpus e sentar em sua cadeira na câmara como se nada tivesse acontecido, e o pior, tomar decisões em nome da população de Catanduva e tudo mais.

Passando a Limpo - Aquela história de que o vereador Ditinho Muleta teria dito "queridão, o voto é meu e eu voto do jeito que eu quiser" é real?

Professor Wellington Rosa - Sim, muitíssimo real! Eu estava aguardando as colaboradoras da câmara fazer a minha identificação, para que eu pudesse adentrar, na minha frente estava o vereador suplente, Alexandre Martin (Bellê), quando avistei então o vereador Bendito Pereira (Ditinho Muleta) subindo a rampa com sua cadeira de rodas e ao passar próximo a mim eu disse: "Boa tarde Ditinho, seja coerente e vote de acordo com a vontade popular, não vai nos desapontar hein." Foi quando ele, com uma arrogância e ignorância sem tamanho, respondeu: "QUERIDÃO, O VOTO É MEU E EU VOTO COMO EU QUISER!"

Na hora eu fiquei surpreso e sem reação, pois acreditava que ele iria votar representando os 98% da população, que solicitou a formação da comissão processante através de enquete em rede social. Só pude responder a seguinte frase: "Você está vereador pelo voto do povo e você precisará do nosso voto na próxima eleição."

Passando a Limpo - Você chegou a manter contato com os vereadores? Qual vereador lhe surpreendeu de forma positiva ou negativa?

Professor Wellington Rosa - Falei com alguns vereadores sim. Procurei via telefone o Baraldi, para tratar de um projeto de lei, no qual ele havia proposto em relação ao treinamento de primeiros socorros para colaboradores das escolas municipais, e no final da ligação pedi o apoio dele no pedido de abertura da comissão, o mesmo disse que enviara o documento ao jurídico da câmara e que sua decisão estaria de pautada no parecer técnico da casa; assim como o Ivan, que me atendeu de maneira super atenciosa, dizendo que iria avaliar juridicamente todo o pedido antes de proferir qualquer decisão de voto.

De forma negativa foi o Muleta, pelo fato já relatado, e o Gaúcho, por saber que ele, na maioria das vezes, votou de acordo com os interesses da população em geral. Mas há de se entender o voto, pois sabe-se que o Gaúcho e o Wilson Paraná são do PT e este segundo corre o risco de ser cassado também, pois ele (Paraná) e o Presidente da Casa, Enfermeiro Ari (PEN), são condenados em primeira instância; Caso o pedido de comissão processante contra o Palmeira fosse aceito e a comissão chegasse a conclusão que ele deveria perder o mandato, abriria assim precedentes para a cassação do mandato dos já condenados. Então acredito que houve politicagem, lavagem de mãos e troca de favores nessa votação.

De forma positiva, o Porto (MDB), estava esperando que ele votasse pelo arquivamento do pedido. Mas surpreendeu não só a mim, como outras pessoas na qual tive o prazer de conhecer durante esse curto período de tempo.

Passando a Limpo - Como você analisa o arquivamento da proposta?

Professor Wellington Rosa - UMA VERGONHA! Pois os vereadores de Catanduva, perderam a chance de iniciar o processo de MORALIZAÇÃO da casa e que, de forma geral, estes senhores estão cada vez mais desmoralizados perante a sociedade. Não é somente a minha opinião, mas sim da população em geral. Basta você perguntar para qualquer munícipe o grau de satisfação que possui em relação aos políticos de Catanduva.

Passando a Limpo - Você está filiado a partido político? Já foi ou será candidato?

Professor Wellington Rosa - Atualmente sou filiado ao PSOL, partido no qual me candidatei ao cargo de vereador em 2016 com o slogan: "por uma política séria e honesta, doa a quem doer"; e não penso em me candidatar novamente. Acredito que se eleito, seria morto em menos de um ano como vereador. Tenho tolerância ZERO com todo e qualquer esquema que prejudique o povo de forma geral.

Passando a Limpo - Qual a avaliação que você faz da Câmara Municipal, como um todo?

Professor Wellington Rosa - Em resumo, uma casa totalmente desacreditada e desmoralizada perante a população catanduvense. Mesmo com número significativo de novos vereadores, ainda prevalece a velha politicagem. Com isso quem perde são os que mais necessitam dos serviços públicos.

Passando a Limpo - Qual avaliação que você faz do atual mandato do prefeito Afonso Macchione?

Professor Wellington Rosa - Eu, particularmente, apoiei de forma direta a candidatura e campanha do prefeito Afonso; não só com meu voto, mas também com pedido de apoio dentro da família e de amigos.

Tenho até "receio" de fazer alguma avaliação ou crítica ao prefeito, tendo em vista o processo que este está movendo contra o, também professor, Antonio De Fázio; Se uma pessoa PÚBLICA não está preparada para receber críticas, então ela deveria levantar a bandeira branca, entregar o cargo, pedir desculpas e sair pela porta da frente! Mas de forma geral avalio a atual administração como: RUIM.

Passando a Limpo - Se arrepende de ter apresentado a proposta? Sofreu algum tipo de pressão?

Professor Wellington Rosa - Arrependido não. Porém tive um projeto barrado, este estava em andamento para comprar um DEA (Desfibrilador Externo Automático), equipamento essencial para salvar vidas através de cardioversão nas paradas cardíacas.

Como professor na rede estadual, compartilho espaço com mais de 500 alunos e cerca de 30 colaboradores por período, e tenho por obrigação de lei, como bombeiro civil e técnico em enfermagem, de fazer o atendimento imediato a qualquer tipo de emergência. Já havia conseguido alguns colaboradores, que não do meio político, pois o aparelho tem um custo elevado, porém após esse episódio eles disseram que não poderiam mais atender ao meu pedido, sem mais explicações eu também não entrei em detalhes sobre tal fato e continuo a caminhada para conseguir comprar o aparelho.

Passando a Limpo - Após o desfecho. Foi procurado por algum vereador, munícipe, para falar sobre o assunto?

Professor Wellington Rosa - Por vereadores não; mas por munícipes sim, muitos! Eles me agradeceram pelo fato de falar e fazer o que precisava ser feito, tais munícipes disseram que eu os representava, muito mais do que esses vereadores. Muitas pessoas se mostraram preocupadas em relação à minha segurança e integridade física.

Tenho muito contato com pessoas evangélicas e fiquei muito feliz quando uma senhora, daquelas que a gente vê que é "crente do ré-té-té" (termo usando no meio pentecostal para descrever pessoa fervorosa), da mesma denominação evangélica de Palmeira, chegou muito emocionada e me entregou uma profecia, onde, segundo ela, Deus estava me usando como atalaia (termo utilizado nas igrejas protestantes para designar pessoas que está encarregada de vigiar e alertar quando algo esta errado ou a cidade corre algum perigo).

Fiquei muito feliz também com o pessoal do grupo Integração Catanduva, sob administração do Fernando Galhardo; também com a Página Transparência Catanduva; o site Catanduva Show (www.catanduvashow.com.br); ainda com as palavras do meu professor do ensino fundamental, Antonio De Fázio e a senhora Regina Ruette. Todos se mostraram engajados nesse pedido juntamente comigo.


PARA SABER MAIS INFORMAÇÕES DE CATANDUVA E REGIÃO:


Colunismo mais que social tem nome e sobrenome:

Arlindo Gutemberg

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