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São Paulo, 17 de maio de 2013

Atualizado às 07h50


Justiça

Em defesa, ex-secretária da Educação diz que fraude pode ter ocorrido em outro órgão ou culpa da empresa

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Política - Convenção tucana

Tales Cury é eleito presidente da Executiva do PSDB; Farizatto sequer compareceu

Todos os detalhes, logo abaixo...


Desburocratização

Em cerimônia com Alckmin e Vinholi, Catanduva entra no Via Rápida Empresa

Todos os detalhes, logo abaixo...



Empurra Dilma, empurra...


Será mesmo que esse pessoal brigou ou é tudo firula pra desviar o assunto do presídio? Incrível como não se falou mais nada só briga de tucano!!!

De Olho | Catanduva | 15/05/2013 14:06


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Caro Arthur,

não pude deixar de comentar a respeito da reclamação do Régis sobre os serviços da Luwasa.

Achei irônico, por parte dele, o fato de concluir que a empresa "piorou a qualidade dos serviços" depois que foi vendida. Eu fui usuária da linha Catanduva-SJRioPreto (e vice-versa) durante 12 anos, sem trégua; e por isso digo com propriedade que os serviços nunca foram sequer razoáveis.

Muito pelo contrário... os ônibus sempre foram muito sujos e o problema da super lotação era constante. Eu mesma já cheguei a protocolar uma reclamação na Vigilância Sanitária a respeito de baratas nos ônibus, e não eram poucas.

Ou seja, a comunidade sujeita-se a esse tipo de serviço por não existir concorrência.

Giselda

Se você quiser reclamar sobre determinado serviço, empresa, atendimento público ou situação de seu bairro, envie e-mail para arthur007@uol.com.br com o título "Bronca do Povo", ou entre em contato pelo telefone (17) 9119-2715.

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Arlindo Gutemberg

A polícia já foi embora? Posso voltar?

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Justiça

Em defesa, ex-secretária da Educação diz que fraude pode ter ocorrido em outro órgão ou culpa da empresa

Para a ex-secretária de Educação de Catanduva, do governo Félix Sahão Júnior, as fraudes que a levaram a perder seus direitos políticos por cinco anos - além de outras penas - podem ter ocorrido em outra secretaria ou por responsabilidade da empresa emitente das notas fiscais que foram apontadas como frias. A informação consta em acórdão publicado pelo Tribunal de Justiça do Estado. Ana Maria Homem Marino, a ex-secretária, o ex-prefeito Félix Sahão Júnior, a ex-secretária de Finanças, Ana Paula Carnelossi, o ex-secretário de Planejamento João Alberto Caparroz, além de Daniela Alves Burguera e Gilson Antonio Dias perderam seus direitos políticos por cinco anos. Eles foram condenados ainda a ressarcir os cofres públicos por conta da descoberta de notas fiscais frias no ano de 2001, período em que Félix Sahão Júnior era prefeito.

Em sua defesa, Ana Maria diz que teve sua defesa cerceada e se coloca como parte ilegítima do processo. Segundo ela, na época era agente político e portanto não poderia ser responsabilidade pela Lei de Improbidade Administrativa. O Tribunal nãom aceitou esta tese de recurso, utilizada pela maioria dos requeridos. A ex-secretária acusa a Justiça catanduvanse de acelerar o encerramento do processo. "Ao invés de tréplica, o Ministério Público apresentou alegações finais e que, na sequência, ao invés de sanear o processo, fixar os pontos controvertidos e determinar a produção de provas, o magistrado proferiu a sentença".

Ela ainda diz que "se segundo a inicial, os supostos fraudadores são Ana Paula, Daniela e Gilson, é porque foi impossível ao Ministério Público encontrar indícios de relação de causa e efeito entre a conduta da apelante e o fato lamentado".

A defesa ainda reconhece, de forma indireta, que a fraude possa ter ocorrido. "Ou a fraude se deu em outro órgão, como afirma a inicial, ou se trata de ilicitude fiscal cometida pela empresa contratada que espelhou as notas fiscais rubricadas pela apelante". Assim, pela tese apresentada por Ana Maria, a empresa teria emitido duas notas fiscais, sendo uma espelhada. A ex-secretária diz que o fato de ter assinado duas notas fiscais - entre milhares postas em sua mesa - supostamente fraudadas em outra Secretaria ou pela empresa contratada - não seria suficiente para colocá-la como requerida ou condená-la.

Há alguns meses, numa conversa informal com uma fonte, a ex-secretária Ana Maria Homem Marino lamentou todo o processo e se disse magoada com membros do governo municipal de 2001, que a teriam deixado à própria sorte.

A Procuradoria Geral de Justiça acolheu parcialmente o recurso. A sanção de suspensão de direitos políticos caiu de 7 para cinco anos.

Os acusados devem recorrer.


Política - Convenção tucana

Em clima de festa, Tales Cury é eleito presidente da Executiva do PSDB; Farizatto sequer compareceu

Aconteceu no início da noite de ontem, quinta-feira, a convenção e eleição da nova Executiva do PSDB de Catanduva. Após muita polêmica, inclusive com intervenção da Secretaria Estadual do partido - e duas ações na Justiça - o clima era de tranquilidade no encontro do diretório. Paran alguns, um verdadeiro clima de festa. O ex-presidente, Wilson Farizatto - que tentou por duas vezes barrar judicialmente a convenção, sequer compareceu. Sesu simpatizantes também não apareceram.

Tales Cury foi eleito presidente, tendo como vice Ivan Iglesias. A professora Cidinha Cherutti foi eleita secretária, sendo tesoureiro Fábio Rossi. Domingos Manfrin foi indicado para ser o primeiro vogal. Felippe Peruzzo foi indicado como suplente e presidente da Juventude do PSDB.

No final da noite de ontem, o site Passando a Limpo conversou com o coordenador regional do PSDB, Marco Vinholi. Segundo ele, "a convenção demonstrou que o PSDB de Catanduva está unido". Ele não quis polemizar com Wilson Farizatto, dizendo que respeita a opinião de todos os filiados.

Veja abaixo as fotos da convenção:


Desburocratização

Em cerimônia com Alckmin e Vinholi, Catanduva entra no Via Rápida Empresa

A abertura de empresas em Catanduva irá demorar, em média, cinco dias. Na manhã de ontem, quinta-feira, o prefeito Geraldo Vinholi esteve , ao lado do governador Geraldo Alckmin para participar da da cerimônia de inauguração do Via Rápida Empresa. A solenidade aconteceu em São Paulo, na sede do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo (Sescon) e contou com a presença de representantes da Receita Federal, e os presidentes do Sebrae e da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp).

Vinholi representou os prefeitos que estavam presentes e num discurso sobre a importância do Via Rápida para Catanduva e todas as quatro cidades do Estado. Foram contemplados ainda os municípios de Limeira, Mogi das Cruzes, Piracicaba e São Caetano do Sul.

O prefeito explica que, agora o empreendedor de Catanduva terá a facilidade de fazer o processo de abertura de empresas.

“Catanduva está entre as pouquíssimas cidades do Estado que tem acesso a Receita Federal, a Junta Comercial e a todos os órgãos do Governo necessários para abrir uma empresa”, explicou.

CATANDUVA

Na Prefeitura de Catanduva o empreendedor vai fazer análise de viabilidade do deferimento em registro na Jucesp e Número de Inscrição de Registro Empresarial (NIRE), concessão do CNPJ, inscrição municipal e o licenciamento integrado, caso seja o desejo do empreendedor.

“Catanduva terá também seu PoupaTempo, DETRAN informatizado e, agora com o Via Rápida Empresa será um atrativo para a vinda de novos negócios, como conseqüência estará favorecendo a instalação de novas empresas, associado a medidas que estamos adotando. A burocratização gera custo e a agilidade associada a modernidade é fundamental para o mundo moderno”, finaliza Vinholi.

Serviço

A Via Rápida Empresa está funcionando no térreo da Prefeitura de Catanduva.

Com texto e fotos da Assessoria de Comunicação - Prefeitura de Catanduva


Justiça

Tribunal de Justiça suspende direitos políticos de Félix Sahão, Ana Paula Carnelossi e outros quatro

O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu os direitos políticos, por cinco anos, do ex-prefeito Félix Sahão Júnior, de sua ex-secretária de Finanças, Ana Paula Carnelossi, do ex-secretário de Planejamento João Alberto Caparroz, da ex-secretária de Educação Ana Maria Homem Marino, de Daniela Alves Burguera e Gilson Antonio Dias. O acórdão foi publicado no dia 29 de abril e o relator foi o dr. Paulo Galizia. Ele analisou recurso apresentado pelos condenados a um processo que tramitou na 2º Vara Cível de Catanduva onde inicialmente suas penalidades, entre elas o ressarcimento de cofres públicos, suspenderam os direitos políticos por sete anos. Ao julgar os recursos, a Justiça manteve todas as punições, porém diminuiu a pena para cinco anos de suspensão dos direitos políticos. Eles devem tentar novo recurso.

O Ministério Público de Catanduva moveu ação contra os ex-agentes políticos alegando falsificação de notas e improbidade administrativa, com irregularidades na contratação de material de informática. Também foi analisado o depósito de cheques em conta de terceiro, valor este que teria sido devolvido posteriormente, em dinheiro, e repassado para fornecedores. O material adquirido teria seu empenho vinculado à Secretaria da Educação, sendo este o motivo do envolvimento da então secretária, Ana Maria Homem Marino.

Todos alegaram cerceamento de defesa. No caso de Félix Sahão Júnior, o ex-prefeito apresentou tese de que agentes políticos não poderiam ser processados pela lei utilizada pelo Ministério Público - de improbidade administrativa - mas sua tese não foi sustentada pelo Tribunal de Justiça. Geni Antonia Masenini e Silvia Helena Moschetta também foram processadas e condenadas, porém pela prescrição tiveram parte da pena reduzida.

O caso aconteceu em 2001, sendo que a ação foi ajuizada pelo Ministério Público em 2007.

Segundo o MP, a prefeitura de Catanduva adquiriu produtos da empresa HT de F. Mazzoni ME, havendo dispensa de licitação, emitindo notas de empenho e realizando pagamentos de forma irregular, com base em notas fiscais falsificadas. Foram emitidas duas notas de empenho, nos valores de R$ 7.754,00 e R$ 7.944,00, quantias que separadas estão dentro do limite de dispensa de licitação. Juntas, superam este limite, que é de R$ 8 mil. As ordens de pagamento foram autorizadas pelo então prefeito, e os cheques foram depositados em conta corrente de pessoa física, de Gilson Antonio Dias. Ele, por sua vez, alegou que prestou um favor à Daniela Burgueira já que após o depósito destes cheques, devolveu o dinheiro. Daniela alegou que estes recursos, devolvidos por Gilson, foram utilizados para pagamentos de fornecedores que pediam para receber em dinheiro vivo.

Há duas notas em duplicidade, sendo que numa das versões estão para a prefeitura de Catanduva (valores citados acima), e em outra para a empresa Salute Produção e Comércio de Leite, com valores de R$ 29,60 cada. O emitente das notas, a empresa HT de F Mazzoni ME reconhece como legítimas as notas emitidas contra a Salute, indicando que as outras notas - para a prefeitura de Catanduva e com valores acima de R$ 7 mil - foram falsificadas. A mesma empresa informa que de seis notas apresentadas no processo, pagas pela prefeitura, apenas duas foram expedidas em nome da administração, as demais não. Hudson Tadeu de Freitas Mazzoni informou não saber como suas notas foram falsificadas e apresentadas como originais.

Num dos casos, uma nota fiscal que indicava serviços nos valores de R$ 5.720,00, na realidade era para 35 cópias xerox a pedido de um terceiro, no valor de R$ 2,80. Há ainda uma nota fiscal emitida com data anterior ao empenho.

Todos os acusados foram condenados com base na Lei 8.429/1992 - Improbidade Administrativa. Os recursos devem ser apresentados ao Superior Tribunal de Justiça.

Leia logo abaixo o nosso editorial: "Improbidade e Impunidade"


Região

Consórcio Intermunicipal de Saúde volta a se reunir e prepara formalização do grupo

Aconteceu na tarde de ontem, quarta-feira, mais uma reunião do Consórcio Intermunicipal de Saúde, que engloba 18 cidades da região. Neste encontro ficou definido que será feito um levantamento da necessidade de cada município e a formalização do termo de compromisso, para que os convênios sejam assinados.

Segundo informações da prefeitura de Catanduva, um levantamento prévio já foi desenvolvido, mostrando os custos com o serviço de urgência e emergência, como sala de estabilização, pronto atendimentos, médicos, técnicos auxiliares, linhas telefônicas e outras. O prefeito Geraldo Vinholi acredita que o consórcio poderá trazer benefícios para Catanduva e também para as outras cidades. “O consórcio vai trazer melhor estrutura, com verba do Ministério da Saúde que vai melhorar o setor, o atendimento de saúde. O que precisamos é agilidade para começarmos o mais rápido possível.

Tele-ECG

O prefeito aproveitou para apresentar o Sistema Tele-ECG, alvo de reunião de Vinholi com o médico Dr. Adib Jatene. Tele-ECG é um equipamento de eletrocardiógrafo convencional, que permite que se faça o exame, sem presença de um médico e transmite as informações do paciente através de uma linha telefônica. As informações são enviadas imediatamente para a Central de Laudos do Hospital Dante Pazzanese (São Paulo), que funciona com os melhores especialistas 24 horas por dia, todos os dias.

Os prefeitos presentes gostaram de saber que as cidades serão contempladas com essa máquina, pois vai agilizar o atendimento e salvar muitas vidas.

Cidades

Na reunião estava presentes os prefeitos ou representantes das cidades de Pindorama, Tabapuã, Embaúba, Palmares Paulista, Itajobi, Novais, Catiguá, Marapoama, Ariranha, Novo Horizonte e Elisiário.

Com fotos e informações da Assessoria de Comunicação


Briga no ninho

Grupo de Farizatto perde ação judicial e em coletiva diz que "é amigo do prefeito"

Foto: Catanduva Show (www.catanduvashow.com.br)

O grupo político de Wilson Farizatto perdeu a ação judicial movida na área cível de Catanduva com a intenção de impedir a realização de uma nova convenção do PSDB. A Justiça decidiu que isso é um assunto interno do partido, determinando o arquivamento da ação. No pedido, Farizatto pedia o cancelamento de uma convenção que está marcada para a próxima quinta-feira, 16, tentando fazer prevalecer decisão de reunião anterior em que acabou vencendo uma guerra de braços com o prefeito Geraldo Vinholi. Membros do PSDB de Catanduva alegam irregularidades e a direção estadual do partido determinou a realização de uma nova convenção. Farizatto não conseguiu judicialmente impedir esta nova eleição.

No período da tarde, ao lado do advogado Wilton Carvalho, Farizatto apresentou documentos que diz comprovarem que a convenção realizada foi legal e dentro das normas partidárias. Ele exibiu atas, cédulas de votação, e negou que tivesse ido contra o estatuto do partido. Não falou nada sobre a ação que tramitava pela Justiça (a decisão negativa saiu pela manhã), e chegou a dizer que não tinha conhecimento de nova convenção marcada para a quinta-feira. O problema é que justamente esta convenção marcada, que ele disse desconhecer, foi alvo da ação que seu grupo moveu. Confrontado pelos repórteres com as cópias da publicação de convocação da reunião, além de carta da direção estadual do PSDB, Farizatto disse que desconhecia o assunto. Chegou a dizer que o documento não estava assinado, o mesmo falando a respeitom da convocação publicada no jornal O Regional.

Quem esperava uma artilharia pesada contra o prefeito Geraldo Vinholi acabou encontrando Wilson Farizatto e Wilton Carvalho garantindo que não tinham nada contra o chefe do Executivo e que isso era apenas uma disputa partidária. "Sou amigo do prefeito" foi uma das frases mais ouvidas na coletiva. Num ponto da conversa, chegou-se a cogitar a possibilidade do grupo procurar o prefeito para conversar.

Nos bastidores, a realidade dentro do PSDB é que nos últimos dias Wilson Farizatto vem perdendo apoio até mesmo daqueles que esteve ao seu lado na última convenção. A ação judicial movida contra membros do PSDB, tentando impedir a nova convenção, não teve boa repercussão dentro da legenda.

A tendência é que os aliados de Farizatto, inclusive o próprio, fiquem no PSDB, mas sem qualquer cargo de direção. Apenas como um filiado comum.

Alguns tucanos desejam que toda esta situação seja estudada pelo Conselho de Ética do partido. Alguns, mais radicais, chegam a falar em expulsão.


Opinião

ÓPERA BUFA

Humberto Giovanini

O encontro do rescaldo do PSDB com a imprensa na tarde de ontem, se bem comparado, beirou as raias da loucura. Loucura de quem convocou a reunião, achando que os jovens da imprensa fossem otários. Otários no bom sentido, é lógico.

Por um lado um defunto e do outro uma viúva. Que fazer?

Enterrar um defunto ou consolar a viúva ?

Vou lhes contar uma pequena estória :

Era uma vez um cidadão que tinha um costume : passar a mão na bunda dos outros .

Achava isso divertido, contava para os amigos suas proezas, etc e tal.

Isso acontecendo por longos anos .

Um belo dia passaram a mão na bunda dele. Ficou nervoso, chamou a imprensa, se disse violado em sua pureza .

Moral da estória : NA DOS OUTROS É REFRESCO. NA DELE SÓ MAMÃE.


Improbidade e impunidade

O brasileiro está cansado da impunidade. Existe um discurso implícito que neste país em tudo se dá um jeitinho e que apenas os pobres respondem às duras penas da Lei. Ainda mais quando se trata de erário público, de dinheiro do contribuinte e envolve "colarinhos brancos". Assim, com a coisa correndo solta, tudo fica mais fácil, para tudo se encontra uma desculpa e a população praticamente já se acostumou com isso. A cada eleição, e seus eleitos, parece que é dada uma carta branca para fazer e acontecer, passando ao largo da lei.

A iniciativa do Ministério Público, a decisão judicial em primeira instância e agora a manutenção das principais condenações de agentes públicos envolvidos no escândalo das notas frias e empenho superfaturados da prefeitura de Catanduva são fatos a serem comemorados. Na prática, todos sabem que há uma infinidade de recursos a serem apresentados, numa batalha jurídica que poderá se arrastar por mais um longo tempo. Porém, aos poucos a sociedade vai conhecendo os bastidores do poder, o funcionamento da máquina pública e como agiam estes mesmos agentes, quando ocupando cargos públicos. Aos poucos, a população tem a oportunidade de fazer uma avaliação e excluir de seu meio políticos e seus agentes que notadamente não tomaram os devidos cuidados com o erário. Acaba ocorrendo uma seleção natural, cabendo ao cidadão, com o auxílio da Justiça, separar o joio do trigo.

Em linhas gerais, de forma rústica, podemos resumir a história da seguinte maneira. A prefeitura de Catanduva, através da Secretaria de Educação, precisava adquirir equipamentos de informática. O processo começava na Educação, passava no Planejamento e desembocava nas Finanças. Foram emitidos empenhos com valores que dispensavam licitação. Porém, as notas fiscais - juntas - e pelo período de emissão - sequênciais - indicavam que foi uma única compra dividida em duas notas justamente para evitar a licitação. O pior: as notas apresentadas, falsificadas. As originais em torno de R$ 30,00, emitidas contra um terceiro. As falsificadas na base de R$ 5.700,00 e R$ 7.200,00. O pagamento ocorreu através de cheques na conta de um rapaz que alegou que tão logo foram compensados, devolveu a quantia para a responsável por dos setores. Ela, por sua vez, disse que o dinheiro recebido foi utilizado para pagamento de fornecedores que não queriam receber em cheques.

Quem conhece o funcionamento da máquina pública e suas regras, um samba do criolo doido.

Pelo número de irregularidades, e pela gravidade e sequência de falhas, é inconcebível acreditar que ninguém soubesse de nada e que tudo isso foi tratado de forma natural. Tanto é que a Justiça não aceitou os argumentos de cerceamento de defesa ou de alguns dos acusados de que não sabiam desta situação. Mesmo com recurso, pelo julgamento do Tribunal de Justiça, dificilmente haverá revisão real da sentença.

Seria bom que o Ministério Público continuasse a ser atuante, e que a Justiça pudesse ter em mãos mais casos como este. Assim, poderiam - aos poucos - afastar a imagem de que o sol nasce mais brilhante para uns do que para outros.

Pois do jeito que está, o brasileiro não crê em mais nada. Nem na própria seleção.

Esta é a opinião do site Passando a Limpo.


- E a convenção tucana....

- O presidente já vem uniformizado...


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