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Arthur Godoy Júnior

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São Paulo, 19 de novembro de 2018

Atualizado às 20H00

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A notícia mais importante desta atualização

Na véspera da votação, vereadores ainda silenciam sobre redução de horários de médicos na cidade

Todos os detalhes, logo abaixo.



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Prefeitura libera tráfego no Viaduto Miguel Pachá. Só esqueceu de asfaltar. Servicinho daqueles...

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- Doze vereadores catanduvenses continuam em silêncio sobre seus posicionamentos a respeito do projeto de Lei do prefeito Afonso Macchione que reduz em 50 por cento o horário de todos os médicos públicos da cidade. Atualmente, eles são obrigados - por normas de concurso que prestaram - a cumprir 20 horas semanais. Pelo projeto do prefeito, este número cai para 10 horas por semana, ou duas horas por dia. São 47 profissionais que serão beneficiados com a mudança, caso aprovada.

- Apenas o vereador Maurício Gouvêa (PV), já se posicionou contra o projeto. O vereador André Beck (PSB) soltou uma nota informando que o assunto precisa ser amplamente debatido. Os demais vereadores, se fecharam. Pelo menos dois, Enfermeiro Ari e Ditinho Muleta, trabalham diretamente com médicos atingidos pela medida. Ari trabalha em postos de saúde e Ditinho no Centro de Especialidades Médicas (CEM), o ponto nevrálgico de toda a discussão.

- Médicos do CEM alegam que não têm pacientes para atender, ficando ociosos por mais de duas horas. Por essa situação, nos últimos anos, têm abandonado o posto em pleno expediente. Informam ainda que caso sejam obrigados a obedecer o horário e o ponto biométrico, pedirão demissão em massa. Isso criaria um caos no setor.

- Na exposição de motivos, o prefeito Afonso Macchione alega que não tem como aumentar os salários dos profissionais. Na realidade, os médicos não brigam por maiores salários, mas pela redução de horários.

- Há informações de bastidores informando que nesta segunda-feira, e amanhã, terça, médicos e o próprio secretário de Saúde tentarão fazer uma "blitz" no legislativo para aprovação do projeto.

- A população tem se colocado completamente contrária à idéia. Enquete do site Passando a Limpo, que será encerrada nesta tarde de segunda, confirma isso.

- O vereador Nilton Cândido pediu urgência na votação. Ele deverá votar favorável à redução no horário dos médicos.

- Macchione precisa de nove vereadores para aprovar a proposta.


- Além de perder seu mandato, seus direitos políticos por ano e não poder realizar contratos com a administração pública por cinco anos, o prefeito Afonso Macchione foi multado pela Justiça em R$ 170 mil.

- Este é o teor da decisão da juíza Ligia Donati Cajon, da 3º Vara Cível de Catanduva, sentença que foi reafirmada pelo Tribunal de Justiça na última segunda-feira, 12.

- Ela atendeu a pedido da Promotoria Pública, após ser constatada improbidade administrativa envolvendo os carnavais de 2010, 2011 e 2012. Na época, o prefeito autorizou a contratação de artesãos sem a realização de licitações. Além disso, houve o fracionamento das compras. Comprovada a fraude contra a administração, Macchione foi condenado em primeira instância. O recurso não foi aceito pelo Tribunal de Justiça.

- Macchione terá que pagar uma multa civil no valor do dano - R$ 85.615,90. Uma outra multa, de dano material, no mesmo valor, também terá que ser paga pelo prefeito.

- Na mesma ação, a prefeitura de Catanduva respondeu de forma solidária. Para juristas, apenas a perda dos direitos políticos e do mandato precisam aguardar o trânsito em julgado. As demais penas, já poderiam ser executadas.

- Por falta de atendimento das reclamações dos catanduvenses, pelas secretarias, funcionárias da Ouvidoria muitas vezes são alvo de ira do contribuinte. Há casos de ofensas pessoais.

- Funcionários municipais estão reclamando da falta de estrutura do Hospital Padre Albino para atender os servidores, a população em geral e conveniados de outras empresas. Longas esperas, falta de cadeiras, leitos, bebedouros, médicos e funcionários descontentes - alegando falta de condições de trabalho - estão deixando os pacientes abandonados à própria sorte. Segundo leitora do site Passando a Limpo, pronto atendimento do Hospital se transforma num tumulto.

- O diretor do IPMC - Edson Andrella - informou que por norma o instituto é obrigado - a cada cinco anos - a trocar de plano de saúde. Esclareceu ainda que são poucas as reclamações que recebe por conta do atendimento.

- O presidente da Comissão especial de Inquérito (CEI) que apura possíveis irregularidades na utilização de funcionários, maquinários e materiais da Superintendência de Água e Esgoto (Saec), para a realização de obras em loteamento particular, Benedito Alexandre Pereira, o Ditinho Muleta, decidiu prorrogar a investigação por mais 180 dias. Segundo o vereador, a CEI continua em busca de documentos para conclusão dos trabalhos.

- A Prefeitura de Catanduva diz aguardar liberação da última parcela de convênio com o governo do estado para pagar a construtora e, então, concluir a reforma do Terminal Rodoviário “João Caparroz”. Os serviços tiveram início em 2015 e tem tido constantes prorrogações. No mais recente aditamento, o fim da obra ficou para janeiro de 2019. No momento, a obra está absolutamente parada. A previsão de entrega é janeiro de 2019, mas deve ocorrer novo atraso.

- O vereador Maurício Gouvêa anunciou na manhã deste sábado que disputará a presidência da Câmara Municipal. O novo presidente assume em 2019, ficando dois anos no cargo.

- Grupo de médicos do CEM se preparar para encontrar vereadores na terça-feira. Profissionais vão pedir a aprovação do projeto que reduz a carga horária da categoria de 20 para 10 horas semanais. Na segunda-feira, o secretário Ronaldo Gonçalves também falará com vereadores.

- Na próxima sessão do legislativo, os vereadores votarão e aprovarão medida que cancela a resolução da secretária de Educação, onde as férias dos professores foi fragmentada em duas etapas. Segundo uma fonte do governo, a prefeitura deve recorrer judicialmente contra a medida e manterá todo o calendário já apresentado aos profissionais.

- A prefeitura de Catanduva informou que se a proposta de redução do horário de médicos for aprovada eles serão monitorados através de ponto eletrônico, a biometria. Os médicos alegam que se forem obrigados a trabalhar quatro horas por dia, pelos atuais salários, pedirão demissão em massa. O setor jurídico da Câmara Municipal está avaliando a constitucionalidade da proposta. Segundo informações, o parecer será de que a lei proposta pelo prefeito é inconstitucional.

- Até o momento, o único vereador que se declarou publicamente contra a redução de horários dos médicos foi o vereador Maurício Gouvêa, do PV. Parcela dos parlamentares é a favor, e outros dizem que precisam estudar o projeto e ouvir os médicos. Para aprovação da redução, Macchione precisa de nove vereadores. Ouça abaixo a manifestação de Maurício Gouvêa sobre o assunto.

- Novo Horizonte lança a Campanha Escorpião? Aqui, não! Em todo o Estado de São Paulo, em 2018, de acordo com a Secretaria de Saúde, já foram registrados 11,5 mil casos de ataques de escorpião. Quarenta caminhões com restos de materiais de construção, madeiras, recicláveis, galhos e folhas de árvores e outros tipos de materiais inservíveis, foram retirados dos imóveis do Jardim São Vicente de Paulo pelos agentes de combate à endemias da Prefeitura Municipal. Em Catanduva não há combate específico contra o Escorpião, que continua apavorando os moradores.

- Prefeitura de Catanduva anuncia reuniões para discussão - pela comunidade - de revisão do plano diretor. Serão nos dias 20 e 27 de novembro, 4, 11 e 18 de dezembro, sempre a partir das 14 horas. As reuniões acontecerão no prédio da Fatec. Vale o registro: apesar da boa vontade da prefeitura em realizar reuniões para a sociedade discutir a revisão do plano diretor, o horário é totalmente impróprio para que as pessoas participem.

- Para conseguir aprovar projeto de redução de horários de médicos, Macchione precisará dos votos de nove vereadores. Nilton, Cidimar e Ivan Bernardi são favoráveis.

A cada atualização, esta coluna receberá novos comentários e informações. Colabore enviando seu e-mail para arthur007@uol.com.br, com o título "Na Ponta da Pauta". Após recebermos a informação, realizaremos a checagem e publicação. Sigilo absoluto. Passando a Limpo: é você quem faz!


Opinião

O elo quebrado

Arthur Godoy Júnior

Existem algumas situações tão absurdas que a gente passa a duvidar que alguém, em sã consciência, tenha coragem de fazer. Situações que além da vergonha alheia causam indignação e revolta. Este é o caso do arremedo de projeto de Lei do prefeito Afonso Macchione que simplesmente diminui em 50% o horário dos médicos da cidade. Aliás, de todos os médicos - menos os que atendem pela saúde da família. A lista é longa, indo de plantonista para ginecologista. Também são agraciados os ortopedistas e oncologistas. Resumindo: todo mundo. A alegação do prefeito é simples e risível: o município de Catanduva, coitado, não tem dinheiro para pagar os médicos. E os profissionais estão ameaçando pedir demissão em massa caso tenham que trabalhar as quatro horas diárias.

Vamos por partes. Os médicos alegam que estão ociosos. Estão certos, em termos. Profissionais que atuam no CEM realmente ficam olhando para as paredes. Mas explicam que esta situação não é de sua responsabilidade, já que todas as consultas são agendadas. Assim, se houver 20 pacientes, todos eles serão atendidos. Assim como se houver uma única pessoa, ocorre o atendimento e o restante das horas o negócio é ficar brincando com raquete de matar mosquito Aedes. Obviamente isso não está certo e é um desrespeito ao profissional.

Mas considerando que em Catanduva existem centenas e centenas de pessoas esperando consultas, exames e cirurgias, onde o sistema está estrangulado? Por qual motivo os médicos do CEM, por exemplo, não tem um número considerável de pacientes? Mas ao invés de estudar a situação, encontrando o nó, foi mais fácil render-se ao pedido dos médicos. Alega-se que os profissionais ganham pouco. Gente do céu...até o vigilante da rua Brasil sabe que o problema dos médicos não é dinheiro recebido em salário, mas o tempo que precisam se dedicar ao serviço público. Pois enquanto estão ali brincando de bola ao cesto em suas salas vazias, poderiam estar em seus consultórios, cobrando suas consultas particulares ou de convênio médico. Diminuindo a carga horária sem resolver o problema dos pacientes que não são encaminhados, em pouco tempo haverá um novo pedido para uma nova redução de horário.

O problema é que ninguém quer tocar na ferida, e é simples. Há muitos e muitos anos, os médicos não cumprem integralmente seus horários. A cada ciclo de prefeito novo, fala-se em biometria digital. E quando isso acontece existe a grita geral. E o tempo passa, e tudo continua como antes. Até a próxima ameaça de biometria. Desta vez, além de reclamarem os médicos querem garantir que não serão importunados e caso seja, não sejam punidos. Perceberam que estamos em novos tempos, onde a população busca seus direitos. Vale registrar que são concursados e tinham conhecimento dos salários e carga horária. Mas se podemos morder mais um pouco, que mal tem, não é mesmo?

Agora, o absurdo vem também de nossa Câmara de Vereadores. Aquela mesma, onde Ivan Bernardi disse que está cheia de gatos pretos (apesar de não ter sido valente o suficiente para nominar os bichanos). Repentinamente o projeto chega, e Nilton Cândido já consegue a aprovação - unânime para a votação em primeira e segunda discussão - em um único dia. Como as coisas aconteciam antigamente, quando aprovavam tudo voando, e a população era a última a saber. Como ficarão os nossos homens probos? Esquecerão a ética que defende e votarão a favor de uma única classe?

Melhor deixar bem claro que eu não tenho nada contra os médicos. Mas não podemos aceitar essa situação onde através de uma meia chantagem (vamos pedir demissão), alguém se curve através de um projeto que é uma afronta. E mais: algo claramente inconstitucional. Se aprovarem o projeto, os vereadores serão representados no Ministério Público, junto com o prefeito. E mais: a isonomia determina que se os médicos puderem ter um vencimento indireto de salários (trabalham pela metade e ganham o mesmo salário), outras categorias poderão ter o mesmo direito. Começando pelos enfermeiros, dentistas, funcionários públicos em geral.

Não há estatuto diferenciado para os médicos. São funcionários como os demais. Agora, é lamentável a postura de Nilton Cândido. Um homem público que já defendeu causas nobres, deixar se levar sabe-se lá o motivo, e articular para uma vergonha deste tamanho. Nilton rasga a sua biografia pública, e assemelha-se aos políticos que tanto criticou. Seu eleitorado, pessoas esclarecidas, deve estar envergonhado, decepcionado ou arrependido.

Defendo que antes de qualquer alteração em carga horária é necessário o debate de todo o sistema de saúde. Saber os motivos pelos quais as pessoas não estão tendo suas consultas, exames e cirurgias. O motivo pelo qual a saúde catanduvense, que tanto dinheiro recebe, não funciona. É como buscar um elo quebrado em uma corrente. Mas para isso é preciso ter competência, coragem, vontade política, e um pouco de dignidade.

O que no momento, diga-se de passagem, está em falta.

Meu nome é Arthur Godoy.

Este é o site Passando a Limpo, atualizado diretamente de São Paulo.

E amigos leitores, fiquem bem. Onde quer que vocês estejam...


- O prefeito Afonso Macchione praticou, sim, atos de improbidade com prejuízos ao erário público.

- Isso é o que consta em Acórdão do Tribunal de Justiça assinado pelo desembargador Magalhães Coelho, que confirmou a condenação do prefeito à perda de seu mandato, de seus direitos políticos por oito anos e à devolução de mais de R$ 85 mil aos cofres públicos. A sentença saiu na última segunda-feira, e o site Passando a Limpo conseguiu em primeira mão a peça jurídica onde o caso é analisado.

- No Acórdão referente ao processo 1010762-94.2016.8.26.0132, o desembargador e relator Magalhães Coelho descreve toda a ação já julgada em Catanduva - quando Macchione foi condenado - analisa os pedidos do recurso do prefeito e indefere cada um. Seu voto, pela condenação, foi seguido por unanimidade pelos desembargadores Eduardo Gouvêa e Luiz Sergio Fernandes Souza. O presidente do julgamento, Coimbra Schmidt, não chegou a votar.

- Macchione foi condenado por não realizar licitação em alguns casos referentes aos carnavais de 2010, 2011 e 2012. Na época, alegando dispensa de licitação, adquiriu adereços para as festas, principalmente de artesãos. Para isso, sugeriu que por serem artistas e tendo materiais e técnicas próprios, os artesãos não precisariam passar pelas licitações. E mais: realizou várias compras, fraccionando os valores.

- Para o TJ, que seguiu a linha jurídica da Justiça catanduvense, "de fato, esta prática de fracionar compras de grande vulto em inúmeras outas de pequeno valor para infringir a regra da licitação, configura ato de improbidade".

- O Acórdão aponta ainda que "não se comprovou que havia singularidade no trabalho dos artesões que produziram os adereços de Carnaval. E, tanto essa singularidade não existia que o réu entendeu ser possível adquirir produtos semelhantes ou idênticos de artesões diferentes". E completa: "No caso, portanto, o réu deixou de realizar a devida licitação sem qualquer justificativa e, ainda pior, fracionou as compras na esperança de justificar a ausência certame público no baixo preço das aquisições".

- "Assim, não há como deixar de notar que houve sim a prática de ato de improbidade perpretado pelo réu com prejuízo ao erário público". Concluiu com "nega-se provimento ao recurso de apelação, mantendo-se a sentença tal como prolatada em primeira instância".

- O prefeito terá os prazos legais para recorrer junto ao Supremo Tribunal Federal. Por enquanto, permanece no cargo.

PARA LER A ÍNTEGRA DO ACÓRDÃO - CLIQUE AQUI


- O prefeito Afonso Macchione quer reduzir a carga horária dos médicos que atuam na cidade para 50% do que já trabalham hoje. Atualmente, os médicos do CEM, das Unidades Básicas de Saúde e postinhos trabalham obrigatoriamente 20 horas semanais. Macchione encaminhou projeto à Câmara Municipal onde estipula que todos os médicos trabalhem no máximo 10 horas semanais, ou seja, duas horas diárias.

- O prefeito alega que não tem dinheiro para fazer um reajuste financeiro nos salários dos médicos e que a exemplo de outras cidades houve a redução da carga horária dos profissionais. Macchione diz ainda temer que por conta da insatisfação dos médicos possa haver uma fuga em massa do serviço público através do pedido demissão.

- O projeto chegou na Câmara Municipal na terça-feira, 13, e logo em seguida o vereador Nilton Cândido (PSB), foto, pediu para que a proposta fosse votada em primeira e segunda discussões já na próxima terça-feira, 20. A intenção é aprovar o projeto num único dia, o mais rápido possível. Nos bastidores políticos há informações que os vereadores estariam "sensíveis" aos apelos da classe médica e do secretário de Saúde, Ronaldo Gonçalves.

- Há muito tempo havia a informação que os médicos estavam se mobilizando para tentar a redução da carga horária. O caso virou escândalo quando o Conselho Municipal de Saúde esteve no CEM quando constatou que alguns médicos estavam fraudando cartão de ponto e com a anuência da direção. Inclusive, logo depois da vistoria do conselho, o CEM encaminhou um cartão de ponto devidamente preenchido. Detalhe: no dia da constatação, o cartão estavam em branco.

- O secretário de Saúde encaminhou a proposta ao prefeito, que acatou e enviou o projeto para a Câmara Municipal. A mudança do horário dos médicos é um projeto de duas folhas, onde relaciona todas as categorias de médicos que seriam atendidas com a medida. Desde plantonista até encologista. O total de médicos benefiados é de 47 profissionais.

- Rapidamente, Nilton pediu a votação dos projetos - pedido esse aprovado pelo plenário. A intenção é aprovar o mais rápido possível, de forma discreta. Mas a notícia vazou e atualmente não se fala em outra coisa na cidade.

- Simplesmente todas as carreiras médicas especializadas da cidade, além de plantonistas, são contempladas. Entre elas, cardiologistas, ginecologista, mamografista, oncologista, ortopedista, pediatra, reumatologista e ultrassonografista. Secretaria da Saúde ainda não tem plano elaborado para suprir de imediato a redução de horários de médicos.

- O vereador Maurício Gouveia informou que votará contra o projeto que reduz o horário dos médicos de Catanduva. Disse que os demais vereadores podem até querer aprovar a proposta, mas votará contra.

- O vereador Ditinho Muleta informou que está esperando o parecer do jurídico do legislativo, bem como a leitura do projeto, ouvir a classe interessada, para depois tomar um posicionamento a respeito da redução de horário dos médicos na cidade. E lembrou que o projeto está sendo colocado em discussão, já na terça-feira, a pedido do vereador Nilton Cândido.

- Pelo menos três vereadores são ligados à área de saúde na cidade. Ditinho Muleta, no CEM; Ari Enfermeiro, no postinho; André Beck - advogado da Unimed. Beck e Enfermeiro Ari, por enquanto, não se pronunciaram publicamente a respeito de seus votos.

- Funcionários públicos municipais poderão realizar ato em protesto à intenção do prefeito em reduzir carga horária de médicos. Para os trabalhadores, isso seria aumento indireto de salário e fere o princípio da isonomia. Em grupos na internet, servidores estão se mobilizando para irem à Câmara, na próxima terça, para mostrar sua insatisfação.

- Aconteceu no início da noite desta quarta-feira, reunião da mesa diretora do Conselho Municipal de Saúde com o secretário da Saúde, Ronaldo Gonçalves. O secretário apresentou o projeto e fez vários elogios à iniciativa de reduzir o horário dos médicos, garantindo que a saúde do município não será afetada. Quem esteve na reunião foi quase convencido que Catanduva irá se transformar em uma cidade de primeiro mundo.

- A promotoria pública deverá ser acionada caso a Câmara Municipal aprove a Lei que reduz a carga horária dos médicos na cidade. Segundo informações levantadas pelo site Passando a Limpo, há indícios de aumento indireto nos salários, ferindo a isonomia. Os médicos não podem ser tratados como uma classe diferente das demais, pois dentro do funcionalismo não tem estatuto próprio. Assim, a diminuição da carga horário, nestas condições, seria ilegal.

- O presidente do Conselho Municipal de Saúde, dr. Arthur do Espirito Santo Neto, falou ao site Passando a Limpo a respeito do projeto de Lei do prefeito Afonso Macchione que reduz a jornada de trabalho dos médicos na cidade. Para ele, que também é médico, o Conselho não foi consultado e antes de realizar qualquer mudança neste sentido o ideal seria um amplo debate com a sociedade, pois poderá trazer prejuízos irreparáveis aos catanduvenses.

- Inclusive, verificando nas publicações pelo Brasil vimos que o projeto é ilegal.

- O juiz da 2ª Vara Cível de Campo Mourão, Cezar Ferrai determinou no início da noite desta quarta-feira (9), a suspensão da lei municipal nº 3.659/2015 que reduz pela metade a carga horária dos médicos dos postos de saúde sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil para cada médico que descumprir a medida. O magistrado decidiu também pelo bloqueio dos bens da Prefeita do município, Regina Dubay (PR) no montante de R$ 437,7 mil.

A decisão tem como base uma Ação Civil Pública (ACP) ajuizada em maio deste ano pela Promotoria de Justiça da Comarca de Campo Mourão. Na ocasião, o Ministério Público requereu à Justiça o afastamento de Regina de suas funções públicas; ressarcimento dos danos ao erário; revogação da lei; e bloqueio de bens da requerida no valor de R$ 437,7 mil, correspondente ao montante pago a mais aos médicos.

- A promotoria sustentou que a prefeita cometeu atos de improbidade administrativa ao aprovar a lei municipal, que reduziu a carga horária dos médicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de 4 para 2 horas diárias. No despacho, Ferrari determinou ao município que os médicos atuantes nos postos de saúde cumpram as 20 horas semanais que antes vigoravam.

- A lei, de autoria do Executivo, foi aprovada em dois turnos de votação pela Câmara em outubro de 2015, retornando à prefeitura, que não vetou nem sancionou o projeto que voltou então ao Legislativo, sendo aprovado como lei ordinária nº 3659/2015, em 11 de novembro de 2015. Na época que iniciaram as discussões sobre o projeto a promotoria já havia recomendado veto a lei ao município, por considerar a mesma inconstitucional.

- Na ação, o promotor da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Campo Mourão, João Paulo Rodrigues da Cruz sustentou que a lei tem “vício de inconstitucionalidade”. Segundo ele, a prefeita do município deveria ter vetado o projeto que reduziu pela metade a jornada de trabalho dos profissionais médicos e que manteve a remuneração em sua integralidade sem efetuar qualquer desconto proporcional.

- Para a promotoria, a lei dificulta a ‘efetiva aplicação de uma atuação pela prevenção, redução, ou eliminação de doenças ou outros agravos a saúde da população, porque terá maior dificuldade no acesso, já que terá que esperar por mais tempo nas filas para ter muitas vezes um atendimento superficial, sem qualquer ponderação mais aprofundada do estado de saúde que os acometem’. “O que vai frontalmente contra a proposta de um serviço eficiente”, argumentou Cruz na ocasião, prevendo sérios prejuízos à população.

- O presidente do Sindicato da Alimentação, Sinal, Sérgio Urize informou ao site Passando a Limpo que seu departamento jurídico está acompanhando de perto a situação dos funcionários da Usina Catanduva, em todas as quatro unidades. Houve pedido de uma liminar em Campinas, na Justiça do Trabalho, a fim de tomar conhecimento mais profundamente da atual situação da Usina e os funcionários, mas não foi possível. Para ele, a atual gestora da Usina Catanduva e suas unidades não se mostra interessada em acertar a situação dos funcionários que ainda não receberam salários e benefícios.

- Está em trâmite na Assembléia Legislativa de São Paulo a discussão do orçamento 2019 do Estado de São Paulo. Mais uma vez, o relator é o deputado estadual do PSDB, Marco Vinholi. Ele vai trabalhar para que o orçamento seja direcionado para áreas vitais, tais como saúde, educação e segurança.

- A mesa diretora da câmara municipal editou procedimento revogando a resolução da secretaria da Educação, que fragmentava as férias dos professores. O documento terá que ser aprovado em plenário. Caso aprovado, o governo deverá recorrer judicialmente.


04/11/2018


DO LEITOR

Arthur boa noite!

Hoje estive no Centro da cidade por volta as 10:30 até 12:40, mais ou menos isso. E o que fiquei totalmente espantado e a quantidade de motoristas cometendo irregularidade.

Tinha mães paradas em faixa dupla ali perto da escola de inglês da rua Amazonas, tinha motorista parado na esquina, sobre a faixa amarela, tinha motos paradas em vagas de carro, motoristas falando ao celular, parado em frente de garagens, carros parados nas vagas reservadas para idosos e deficientes ( carros rebaixados, que provavelmente não são de idosos e nem de deficientes), sem contar carros parados nos pontos de ônibus. Então infelizmente Catanduva tem sim muitas multas aplicadas erradas, mas nossos motoristas também são bem imprudentes e cometem uma quantidade inimaginável de irregularidades. E para deixar claro não estou defendendo a Guarda Municipal não. Mas que nossos motoristas ( pelo menos 50%) precisam voltar para a auto escola.

O Leitor

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